Acusado de racismo é o novo presidente da Federação Italiana de Futebol
Durante a campanha ele fez críticas à escalação de jogadores africanos em equipes da Itália
Futebol|Do R7

Em uma eleição tensa, com troca de acusações entre os delegados e três turnos de votação, Carlo Tavecchio se tornou o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira (11).
Ele venceu a disputa contra o ex-meio-campista Demetrio Albertini, sucedendo Giancarlo Abete, que renunciou ao cargo após a eliminação da Itália na primeira fase da Copa do Mundo deste ano.
O candidato foi eleito mesmo com a polêmica que ele criou há cerca de duas semanas, após dar uma declaração considerada racista, que revoltou parte da sociedade italiana.
O comentário de Tavecchio dizia respeito à crise no futebol italiano, cuja seleção foi eliminada na primeira fase das duas últimas Copas do Mundo.
Globo prejudica clubes com distribuição desigual
— Na Inglaterra, eles escolhem os jogadores com base no profissionalismo, enquanto dizemos que 'Opti Poba' (nome fictício) está aqui. Ele estava comendo bananas antes e agora está como titular da Lazio e tudo bem", afirmou o dirigente.
O dirigente se manteve na disputa mesmo com muita gente pedindo sua destituição. Em editorial da Gazzetta dello Sport, o jornal sugeriu a desistência do candidato que, mesmo se desculpando pelo que disse, ficou indignado com a reação da opinião pública.
— Estão me tratando pior do que ao assassino de Kennedy.















