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Abel Ferreira chega à final do Paulistão como projeto mais duradouro do futebol brasileiro

Técnico do Palmeiras está há quase seis anos no Palmeiras e vai disputar mais uma decisão no comando do Verdão

Campeonato Paulista|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Abel Ferreira disputa mais uma final pelo Palmeiras, consolidando sua permanência no clube por quase seis anos.
  • O técnico rival, Filipe Luís, foi demitido do Flamengo após um início ruim na temporada, evidenciando a estabilidade de Abel.
  • A presidente Leila Pereira manteve Abel mesmo durante períodos sem títulos, reconhecendo seu trabalho e resultados anteriores.
  • Historicamente, a diretoria do Palmeiras decidiu por sua permanência em momentos de pressão, levando o clube a conquistas importantes após crises.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Abel Ferreira recebeu homenagem do Palmeiras no final do ano passado Fabio Menotti/Palmeiras

Abel Ferreira começa nesta quarta-feira (4) a disputa de mais uma final sob o comando do Palmeiras. Técnico e clube entram em campo às 20h (de Brasília), na Arena Barueri, para enfrentar o Novorizontino, pelo jogo de ida das finais do Paulistão, e podem consolidar ainda mais o treinador como o projeto mais duradouro do futebol brasileiro.

A longevidade de Abel no Verdão ganha ainda mais importância após a demissão de Filipe Luís do Flamengo. Mesmo atual campeão brasileiro e da Libertadores, o treinador não resistiu a um início ruim de temporada, com vices na Supercopa e Recopa. Os dois treinadores rivalizam no último ano e, enquanto um foi desligado na primeira maré ruim de resultados, o outro segue no comando, mostrando que consistência e regularidade não partem apenas do banco de reservas.


Durante a coletiva dos finalistas da final do Paulistão 2026 na sede da Federação Paulista de Futebol, na terça-feira (3), Abel Ferreira voltou a comentar os sacrifícios do trabalho longevo que ele mantém no clube e criticou a avaliação dos técnicos pelo resultado.

“Nós temos que entender que as noites sem dormir, o tempo que passo longe da minha família têm um propósito e esse propósito é jogar para ganhar, para estar nas finais, para lutar por títulos. Depois, o resto é história.


Nunca andei no futebol à procura de números ou de recordes, ando no futebol e na minha vida à procura de ser melhor do que eu consiga ser, o resto é consequência. Eu e meus jogadores temos muita noção de nosso propósito. É emoção de estar mais uma vez presente em uma final, tem muito a ver com a valorização de todo nosso esforço, valorização de toda a nossa organização, valorização de um trabalho de continuidade, de responsabilidade", disse.

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Leila Pereira, presidente do Palmeiras, nunca considerou a saída do português, mesmo quando os resultados não vieram, o que aconteceu nos últimos dois anos. Após ser bicampeão da Libertadores, Brasileirão e tricampeão paulista, dentre outros troféus conquistados, Abel amargou duas temporadas consecutivas sem títulos, tendo conquistado apenas o Paulistão em 2024.


Filipe Luís, por outro lado, não resistiu ao primeiro momento de pressão. A novela para renovação já havia gerado desgaste entre técnico e direção, mas os fracassos na Supercopa e Recopa pesaram e o presidente Bap optou por recalcular a rota. A decisão pegou todos de surpresa, inclusive jogadores, que prestaram apoio ao treinador após a demissão.

Projeto duradouro e vencedor

Abel viveu cenário parecido com o de Filipe Luís em 2021. Naquela época, o Palmeiras atravessava fase ruim e o português era contestado no comando do Verdão. Mesmo tendo sido campeão da Libertadores e da Copa do Brasil na temporada anterior, o clube amargou um vice no Paulistão, para o rival São Paulo, e chegou a ser eliminado para o CRB, nas oitavas de final da Copa do Brasil.


A pressão pela demissão foi forte, mas a diretoria palmeirense, que tinha gestão de Mauricio Galiotte, optou pela permanência. E a escolha se mostrou muito acertada. Depois do período ruim, o Palmeiras voltou aos trilhos e conquistou, na sequência, a Libertadores, pelo segundo ano consecutivo, o Brasileirão de 2022 e 2023, além de títulos da Recopa (2022) e Supercopa (2023), fora o tricampeonato paulista, entre 2022 e 2024.

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