Fora de Jogo Casas noturnas da Espanha pedem punição exemplar, caso seja comprovada a culpa de Daniel Alves

Casas noturnas da Espanha pedem punição exemplar, caso seja comprovada a culpa de Daniel Alves

Associação entregou petição na Justiça para pedir que a boate Sutton, onde teria acontecido o estupro, faça parte da acusação ao jogador

  • Fora de Jogo | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Casas noturnas da Espanha pedem punição exemplar, se comprovada a culpa de Daniel Alves
  • Setor entrega petição à Justiça e pede parte da acusação contra o lateral-direito
  • Associação quer que caso marque o antes e o depois na conduta das boates na Espanha
  • Brasileiro está preso desde a última sexta-feira em presídio próximo a Barcelona
Daniel Alves está preso desde a última sexta-feira em presídio próximo a Barcelona

Daniel Alves está preso desde a última sexta-feira em presídio próximo a Barcelona

Reprodução Instagram @danialves

A Fecasarm (associação de bares, restaurantes e casas noturnas da Catalunha) e Spain Nightlife (órgão estatal ligado ao turismo na Espanha) entregaram uma petição ao Tribunal de Instrução 15 de Barcelona, onde está sendo julgado o suposto caso de estupro de Daniel Alves a uma mulher de 23 anos, para pedir que os representantes do setor façam parte da acusação ao jogador.

A agressão sexual teria acontecido em um banheiro na área VIP da casa noturna Sutton, localizada em um bairro nobre de Barcelona. A boate ajudou a suposta vítima, inclusive ao chamar a polícia. Além disso, entre as testemunhas estão funcionários do local. 

Em entrevista ao site Europa Press, o secretário-geral das duas entidades, Joaquim Boadas, afirmou que a petição foi entregue à Justiça como "prevenção da intimidação geral e para evitar futuras ações semelhantes em locais de diversão noturna ou nas suas proximidades".

Boadas pediu ainda que, caso seja confirmada a culpa de Daniel Alves, ele receba uma punição que sirva de exemplo para que outras pessoas não repitam as ações do lateral-direito. 

"[Possível punição] serve também como medida dissuasora para outras pessoas que pensam que podem vir a uma discoteca ou a um espaço de diversão noturna e cometer um crime de atentado contra a liberdade sexual de uma pessoa. Elas saberão que isso não ficará impune."

E concluiu: "Que esse caso marque o antes e o depois em termos de condutas desse tipo em locais de diversão noturna. Que esse caso sirva para que muitos outros que aconteceriam no futuro não se verifiquem".

Entenda o caso

Daniel Alves foi preso em Barcelona, na última sexta-feira, acusado por uma mulher, de 23 anos, de estupro, que teria acontecido na noite de 30 de dezembro. De acordo com o depoimento da jovem à Justiça, o jogador obrigou que ela fizesse sexo oral nele, em um banheiro da área VIP da boate Sutton. 

Logo após o acontecido, o lateral-direito foi embora do local. Já a suposta vítima, que tem o nome preservado, procurou a ajuda de amigos e dos funcionários da casa noturna para relatar a agressão.

Na mesma noite, ela foi levada a um hospital em Barcelona, onde fez exames médicos. Nas análises foram verificados sinais condizentes com a agressão.

Além disso, a polícia foi chamada e conseguiu amostras do local para que fossem feitos exames para confirmar as acusações da mulher. 

No dia 2 de janeiro, a suposta vítima foi à delegacia, prestou queixa formal contra Daniel Alves e levou o vestido que usava na noite em que teria acontecido o estupro. 

O brasileiro já deu três versões para o acontecido e chegou a prestar depoimento por vontade própria, na última sexta-feira. Mas a juíza Maria Concepción Canton Martín determinou a prisão preventiva do jogador sem direito a fiança. 

A magistrada concluiu que Daniel Alves tinha possibilidade financeira de deixar o país, já que não mora na Espanha, e que deveria ficar detido até a investigação do caso terminar. 

Daniel Alves já foi transferido de presídio e não tem tempo previsto para que ele saia da cadeia. 

Conheça a boate onde mulher diz que foi violentada por Daniel Alves e que tem filial em SP

Últimas