Ex-Corinthians vive disputa com clube de Malta que quer rescindir seu contrato

Com a pandemia do novo coronavírus, a maioria dos times pelo mundo diminuiu os salários dos atletas para conseguir enfrentar as causas da crise. Mas o Senglea Athletic FC, de Malta, optou por rescindir o contrato de vários atletas, entre eles o do brasileiro Ricardo Silva de Almeida, de 30 anos, que começou sua carreira no Corinthians.

"Eles simplesmente me informaram que estavam rescindindo o contrato. Eu não aceitei. Disse que tenho meus direitos", afirmou Ricardinho, que paga 700 euros (cerca de R$ 4,5 mil) no apartamento onde mora com a esposa.

Quando o campeonato foi interrompido, após a 20ª rodada, em 8 de março, o Senglea Athletic FC estava em 13.º e penúltimo lugar, com apenas 16 pontos, após três vitórias, sete empates e dez derrotas.

Com cidadania italiana e passagens por times de oito países, entre eles Grécia, Sérvia e África do Sul), o jogador não sabe qual será seu futuro. "Não sinto clima para continuar no clube, caso eles mudem de opinião. Não tenho empresário fixo, então tenho de procurar uma forma de seguir jogando."

Apesar do surto da covid-19 estar controlada em Malta, onde até esta quinta-feira haviam sido registrados apenas 522 casos, com seis mortes, Ricardinho tem dificuldades para conseguir um novo clube.

"Acho que o mais importante disso tudo é passar uma mensagem para os jogadores mais jovens de que é muito importante buscar e usar seus direitos. Não aceitar qualquer coisa ou baixar a cabeça a todo instante", disse o habilidoso meia, que foi para exterior pela primeira vez aos 18 anos de idade.