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Quatro anos depois: Vale a pena jogar Path of Exile agora?

Se você estiver com tempo e dedicação de sobra, a resposta curta é sim

Jogos|Do R7


Há muitos números em jogo nesse jogo, mas dá para se divertir ignorando todo o metagame
Há muitos números em jogo nesse jogo, mas dá para se divertir ignorando todo o metagame

Path of Exile foi lançado em outubro de 2013 como um "clone" de Diablo sempre online, free-to-play e prometendo mais similaridades com Diablo II do que Diablo III ou Torchlight II. Apesar da premissa de incorporar aspectos de Diablo II, um dos RPGs mais queridos do mundo gamer, nem todo mundo curtiu PoE. Felizmente, o mundo dos jogos como serviço permite que atualizações constantes e uma comunidade sempre crescente melhore o que antes já foi ruim.

Com a mais recente expansão, Fall of Oriath, e com o lançamento para Xbox One, é seguro dizer que Path of Exile é um jogo bem diferente do que era antes. Se você gostou da customização de builds de Diablo II, mas não da simplicidade de Diablo III, PoE realmente foi feito para você: a construção de uma personagem do zero, considerando seus atributos e buscando loot específico para um tipo de jogo específico é uma coisa arquitetônica nesse jogo.

Você pode ter uma personagem praticamente invencível, que solta raios que ricocheteiam a cada golpe que você toma; você também pode ser um bárbaro que ataca vários inimigos ao mesmo tempo com a mesma espadada; você pode se teleportar constantemente e criar um campo de lava que derrete o HP dos seus inimigos — o mais importante é que a comunidade do jogo é que define e observa, mais ou menos, o que está rolando em termos do que é viável ou não.

Mas é tão bom assim mesmo?

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A arte é bonita, mas roda até em notebook de 2012
A arte é bonita, mas roda até em notebook de 2012

O fator que mais afastou jogadores nas primeiras versões meio que continua até hoje: Path of Exile é um jogo lento. Não em termos de performance, afinal você pode rodá-lo em um laptop mediano sem muitos engasgos — a lerdeza está na construção das personagens. Em Diablo III e Victor Vran, por exemplo, não demora muito para você conseguir umas habilidades "divertidas" e repetí-las até o fim do jogo. Path of Exile tem um foco muito maior no longo prazo, e embora todo mundo use a primeira magia até o level 30, o sistema de habilidades ativas do game encoraja mudar e experimentar o tempo todo. Além disso, certas coisas são punidas sem que o jogador sequer saiba.

O sistema de gemas funciona assim: você coloca uma gema multicolorida nos seus equipamentos, e às vezes, essa gema contém uma habilidade. Quanto mais você luta, mais forte essa habilidade fica. Felizmente, upar a gema é opcional, porque elas possuem requisitos de atributos. Se você equipar uma gema de fogo que vai exigir mais do que você tem de Inteligência, por exemplo, você simplesmente não vai poder subir o nível dela. Isso quer dizer que se você usar um equipamento que aumenta a sua Inteligência, equipar a gema e depois deixar de usar o equipamento, não vai poder usar a gema também. Se soa complicado agora, é porque não é muito mais simples no jogo em si.

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Essa complicação deveria ser natural pelo fato do jogo ser tão aberto e livre quando se trata de construir personagens, mas a verdade é que alguns elementos do jogo são complicados só para serem obtusos mesmo. Como é sempre online, as quedas de conexão são uma verdadeira pedra no sapato: você perde tempo, tem que voltar para a cidade, e quando está resolvendo um puzzle as coisas ficam ainda mais irritantes.

Ainda assim, é bom ver que Path of Exile se dedica tanto a oferecer uma experiência completa. Mesmo para quem só quer se sentir poderoso, é possível jogar, se tiver paciência. Mas se você não for esse tipo, e prefere jogar como se fosse um RPG tradicional, há puzzles, exploração e uma história completamente sem sentido, mas que fica mais rica com cada atualização.

Investimento

Como é um jogo free-to-play, você não vai gastar nada para "só" jogar, além do seu tempo. A Grinding Gear Games, que desenvolve Path of Exile, se orgulha de ter um modelo de negócios bem honesto. Você só gasta dinheiro se quiser, e não gasta com coisas que quebram o PvP; o que você pode comprar são espaços extras para seu baú ou itens cosméticos que não fazem nada além de mostrar que você tem dinheiro sobrando.

Apesar de alguns jogadores dizerem que comprar um espaço extra é bom para apoiar a Grinding Gear Games, a verdade é que você pode jogar muito sem gastar um centavo sequer. Quanto ao tempo, é difícil decidir se gastar mais tempo é necessariamente ruim. Path of Exile teve uma média de mais de 40 mil jogadores diários no último mês, e pessoas que jogam por centenas de horas não são tão incomuns.

Alguns jogadores já investiram 1000 horas e 0 centavos
Alguns jogadores já investiram 1000 horas e 0 centavos

Exílio da vida social

Mesmo com as complicações sistemáticas e com a lerdeza, Path of Exile está naquela classe de game que você pode jogar por anos sem se preocupar em jogar outros. A natureza quase automática dos RPGs de ação faz de PoE um hobby mais do que um jogo, e mais de uma vez me vi jogando enquanto assistia um filme em outro monitor ou ouvia um podcast. Para quem não gosta de MOBAs e prefere um RPG, mas não quer um MMORPG daqueles que ficam repetitivos depois de 5 horas, PoE é uma resposta para muitas reivindicações gamers: especialmente a de um sucessor ideal para Diablo II.

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