Gerente do programa ID@Xbox, da Microsoft, diz que Brasil pode virar um dos líderes mundiais em games
Brasil Game Show 2015 contou com enorme presença de desenvolvedoras indie brasileiras
Jogos|Do R7*

Você sabe o que são games indie? São jogos produzidos por empresas pequenas, sem tanta força no mercado quanto as gigantes, como Ubisoft, Electronic Arts, Warner Bros. e Activision. Games que são feitos com muito menos dinheiro e uma equipe muito menor. Porém eles são uma parte representativa no mercado dos games.
Os jogos indie representam uma grande parcela da indústria mundial de jogos de videogame. Apesar de não terem a complexidade gráfica e os recursos dos jogos conhecidos como Triple A (games de alta categoria), a facilidade para desenvolvê-los gera uma infinidade de jogos. Isso significa uma maior quantidade de produtos novos para os gamers e mais ideias para as grandes desenvolvedoras investirem.
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A Brasil Game Show (BGS), maior feira de games da América Latina, aconteceu em São Paulo de 8 a 12 de outubro e abriu espaço para desenvolvedoras indie. Marcaram presença no evento as empresas brasileiras Duaik Entretenimento, Void Studios, 2Dverse, Requiém Studios, Digi Ten Studio, DNAe Studios, Flux Game Studio, G2E, Garage 227 Studios, Maxlab Studios, Messier Games & Animations, Odin Game Studio, Overlord Game Studio, Reload Game Studio, Samaritan Studios, Smyowl, Streamy, Tree of Dreams, Too Nerd to Die e Unique Digital Entertainment.

O gerente da divisão ID@Xbox, da Microsoft, Estebán Lora, esteve presente no evento e falou sobre a importância desses games.
— Jogos indie são muito importantes para a indústria no geral. Além de proporcionar aos consumidores toneladas de conteúdo novo e diferente, eles ajudam a mostrar para as grandes empresas o que está em alta no mercado. Funcionam como um grande indicativo do que faz sucesso com os gamers, nos ajudam a direcionar nosso trabalho para que estejamos sempre sintonizados com nossos clientes, os jogadores que usam nossos produtos.
O programa ID@Xbox torna possível que desenvolvedores independentes publiquem seus games com compatibilidade com o sistema Windows e com o console Xbox One. Isso aumenta a visibilidade dos games que não seriam tão conhecidos se não fossem disponibilizados no Xbox. Um caso famoso é o do game Cuphead.
— Você provavelmente notou que há muito alvoroço na BGS 2015 por causa do Cuphead. É um jogo indie, feito por uma desenvolvedora independente. Nós apenas deixamos o jogo mais fácil de ser conhecido pelo resto do mundo, esse é nosso foco.
Lora anda com uma caixa verde repleta de cartões. São centenas deles, cada um representando um jogo indie publicado pela empresa.
— O que eu gosto desta minha caixa é que não importa qual cartão você puxar, sempre vai descobrir um jogo novo, feito por uma equipe criativa e com um visual e propósito diferentes.
Sobre o crescimento do Brasil neste ramo, Lora afirma que o País está no caminho certo para figurar entre os líderes mundiais no mercado.
— O Brasil é um ótimo mercado em potencial. O interesse e o número de desenvolvedores independentes presentes aqui hoje mostram como esta indústria ainda tem espaço por aqui. São muitas ideias boas, muitos games divertidos e que chamam a atenção. Com certeza, o Brasil está no caminho certo para se destacar mundialmente na indústria de games.
O mercado indie no Brasil realmente está em ascensão. Resta saber se os gamers saberão usufruir deste fato, experimentando e dando abertura para coisas novas, ou se vão focar apenas em produções Triple A com medo de gastar dinheiro em algo teoricamente de menos qualidade.
*Colaborou Gustavo Ruban, estagiário do R7
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