Logo R7.com
Logo do PlayPlus
R7 Esporte - Notícias sobre Futebol, Vôlei, Fórmula 1 e mais
Publicidade

Conheça o RPG com economia tão complexa quanto a do mundo real

EVE Online vai além de ser uma distração e se torna uma carreira

Jogos|Do R7


Olhando assim, até parece que a diversão é observar gráficos bonitos e atirar nas coisas
Olhando assim, até parece que a diversão é observar gráficos bonitos e atirar nas coisas

A economia é uma coisa presente em tudo que nós fazemos. Não se trata só de déficits, superávits e Fazendas, mas também do próprio conceito de trocas e planejamento doméstico.

EVE Online é um jogo online desenvolvido pela islandesa CCP Games e lançado em 2003. Não é um simulador de naves nem um jogo de tiro, mas sim um MMORPG menos tradicional. Ainda assim, o estilo não muito ortodoxo trouxe mais jogadores do que afastou, mesmo que a curva de aprendizado seja um verdadeiro pesadelo para muitos iniciantes.

Assim como em outros MMORPGs, EVE tem um sistema de "guildas", mas de uma forma um pouco mais complexa: aqui elas são chamadas de "corporações". O que importa em EVE, predominantemente, é o dinheiro — dinheiro paga membros da corporação, compra armas, compra naves, protege territórios, investe em outras corporações, etc — e o espírito competitivo de Wall Street é bem forte aqui.

Um evento que ficou marcado nos anais da história do game foi o Banho de Sangue de B-R5RB, uma guerra entre jogadores que causou um prejuízo enorme a todos os envolvidos. Isso porque quando alguém destrói uma nave sua, você não apenas reaparece na sua base — você literalmente perde a nave, mesmo que você tenha investido uma quantidade colossal de dinheiro virtual nela. Além disso, é muito fácil morrer, mesmo tendo uma nave caríssima. Isso porque naves pequenas em grandes números tem vantagens sobre naves grandes, que por sua vez possuem vantagens contra naves médias, e por aí vai. Por isso as corporações são importantes: EVE realmente não foi feito para quem joga sozinho, pois quem faz isso perde tudo muito rápido.

Publicidade

Tudo tem um preço

EVE, assim como World of Warcraft, tem uma mensalidade meio salgada (aproximadamente R$50). Felizmente, há outros jeitos de jogar: primeiramente, tem o modo free-to-play, no qual as habilidades e uso de naves é limitado, e o outro jeito é usando dinheiro de dentro do próprio jogo.

Publicidade

Como dito, EVE tem uma economia muito robusta, tanto é que o jogo literalmente tinha assessoria de um economista de verdade, que agora é reitor de uma universidade na Islândia, o Dr. Eyjólfur Guðmundsson. Com o tempo, a CCP Games investiu mais e mais em economistas que pudessem dar ao jogo uma complexidade maior.

Guðmundsson é reitor da universidade de Akureyri
Guðmundsson é reitor da universidade de Akureyri

Há muitas coisas que você pode ser em EVE: você pode ser um minerador, que procura minérios que são usados para construir naves e itens; você pode ser piloto, e participar de lutas; você pode ser um comerciante; se tudo der certo, você pode ser mais político e ser apenas dono de uma corporação.

É nesse ponto que as coisas ficam interessantes, pois aí é literalmente como se você fosse um empresário — ao invés de logar no jogo todo dia e lutar, você apenas se comunica com seus funcionários e cria planilhas para entender como cada coisa está acontecendo, observa radares e invasões, decide promoções e aumento de gastos, etc. Além disso, cada corporação pode fazer parte de uma liga maior, ou uma coalisão. Tudo isso faz com que o jogo esteja sempre num constante estado de movimentação de dinheiro.

A escala colossal das brigas que acontecem no jogo acaba trazendo pessoas que nem estão interessadas em jogar, mas sim em observar as histórias do que acontece no mundo de EVE.

A própria CCP Games abraçou essa comunidade e faz até vídeos brincando com a natureza predatória e ordoliberalista do jogo:

Esse clipe é feito por músicos que trabalham na própria CCP, e o refrão basicamente diz para você aguentar as porradas que o jogo te dá e perseverar. Não foram poucos os jogadores que perderam tudo e precisaram reconstruir suas corporações e carreiras do zero.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.