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Copa 2018
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Nigeriano revela que jogou na Copa sabendo de sequestro do pai

Obi Mikel enfrentou a Argentina, em jogo decisivo, abalado emocionalmente, mas buscou concentrar forças pensando na população de seu país

Copa 2018|Eugenio Goussinsky, do R7

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Mikel em coletiva durante a Copa de 2018
Mikel em coletiva durante a Copa de 2018

Enquanto a Nigéria jogava uma partida decisiva contra a Argentina, na última terça-feira (26), o veterano John Obi Mikel, de 31 anos, viviam um drama pessoal. Antes de ir para o estádio Krestovsky, ele soube que seu pai tinha sido sequestrado na Nigéria. E não era a primeira vez. Michel Obi já passara pelo mesmo sofrimento em 2011. As informações são do The Guardian.

Ele recebeu a informação quatro horas antes do jogo. E um de seus familiares lhe passou o telefone dos sequestradores. Ao ligar para eles, Mikel ouviu uma ameaça, segundo declaração publicada pelo jornal inglês.

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"Me disseram que matariam instantaneamente o meu pai se eu informasse as autoridades ou contasse para alguém."

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Mikel, atualmente defendendo o chinês Tianjin Teda, decidiu se calar. E não desistiu de jogar. Afirmou que não poderia contar para o técnico Gernot Rohr, receoso de que seu drama atrapalhasse a concentração da equipe, que jogava a classificação para as oitavas, pelo grupo D. Também entrou em campo pensando no povo nigeriano, composto por uma população de cerca de 185 milhões de pessoas.

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"Joguei apesar de meu pai estar nas mãos de bandidos. Tive que suprimir o trauma. Estava emocionalmente angustiado e tive que tomar uma decisão sobre se estava mentalmente pronto para jogar. Estava confuso. Não sabia o que fazer mas, no fim, entendi que não podia me esquecer dos 180 milhões de nigerianos. Tive de acertar minha cabeça e representar primeiro o meu país."

No fim, Michel Obi foi libertado. Mas demorou, ele só foi libertado na última segunda-feira (2), segundo Mikel, que atuou no Chelsea entre 2006 e 2016. Mas o jogador, presente no Brasil para jogar na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016, afirmou que o pai ainda está se recuperando.

"Agradeço às autoridades policiais por seus esforços pelo resgate e pelo apoio que recebi de amigos e familiares. Infelizmente, meu pai está agora no hospital recebendo tratamento de emergência como resultado da tortura que recebeu durante a captura."

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