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Copa 2018

Marrocos e Irã se enfrentam como candidatos a zebra no grupo B

As equipes vivem momentos semelhantes e buscam ganhar fôlego para a disputa contra Portugal e Espanha, favoritos a ficar com as duas vagas

Copa 2018|Eugenio Goussinsky, do R7

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Jogadores do Marrocos em reconhecimento do campo
Jogadores do Marrocos em reconhecimento do campo

O jogo entre Marrocos e Irã, no Estádio de São Petesburgo, nesta sexta-feira (15), às 12h, coloca frente a frente duas seleções de países islâmicos que buscam superar rivais bem mais tradicionais: Portugal ou Espanha. O jogo é válido pela primeira rodada do grupo B da Copa do Mundo de 2018.

Somente o Marrocos já chegou às oitavas de final em uma Copa. Em termos técnicos, o Marrocos aparenta estar em um nível superior. Possui alguns jogadores que atuam em grandes times da Europa, como o zagueiro da Juventus, Mehdi Benatia, que fez o pênalti sobre Asensio, do Real Madrid, no último minuto das semifinais da Champions League deste ano.


Outro destaque marroquino é o meia Hakim Zyeich, do Ajax, eleito o melhor jogador do último campeonato holandês.

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O trunfo do Irã, por outro lado, é contar novamente com o técnico português, Carlos Queiroz, que comanda a equipe desde 2011, tendo obtido o feito inédito de classificar a seleção para duas Copas seguidas. A estratégia de Queiroz já teve início antes da partida, quando ele afirmou que sua equipe irá se defender a maior parte do tempo, atribuindo o favoritismo ao adversário.


Na de 2014, saiu eliminada na primeira fase, mas deu trabalho para a Argentina, tendo perdido apenas no fim, por 1 x 0, gol de Messi.

O Irã participa de sua quinta Copa do Mundo (foi em 1978, 1998, 2006 e 2014).


Em 12 jogos, o Irã tem 3 empates, 8 derrotas e apenas uma vitória, contra os EUA, por 2 x 1, em 1998, em jogo histórico, porque ambas as seleções tiraram fotos unidas. Os gols iranianos foram de Hamid Estili e Mehdi Mahdavikia.

A equipe atual sofreu algumas alterações, mas mantém alguns jogadores, como Reza Ghoochannejhad e Askan Dejagah, que estavam em campo contra os argentinos, mas não têm a titularidade garantida para a estreia no Mundial de 2018.


O Marrocos também estreia em seu quinto Mundial, tendo participado em 1970, 1986, 1994 e 1998. O maior jogo da história da equipe nesta competição ocorreu em 1986, nas oitavas, quando conseguiu resistir à Alemanha boa parte do tempo e só foi eliminado a três minutos do final, com gol de Matthaus, de falta, de longa distância.

Ambos os países também se diferenciam pela maioria muçulmana que habitam os países. O Irã é xiita, dentro de uma república islâmica presidencialista, com um líder supremo religioso.

Já o Marrocos, sunita, é uma monarquia constitucional que vem tentando alguma abertura, com um parlamento ativo, que, no entanto, tem autonomia limitada pelo poder supremo do rei, atualmente Mohammed VI.

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