Esportes Contra time comandado por brasileiro, seleção de vôlei defende invencibilidade

Contra time comandado por brasileiro, seleção de vôlei defende invencibilidade

A seleção feminina de vôlei defende sua invencibilidade nesta segunda-feira, no último jogo da fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O Brasil vai enfrentar o Quênia, um rival que ocupa a última posição da chave e ainda não venceu na competição. A vitória garante a equipe do técnico José Roberto Guimarães na primeira colocação do Grupo A e, assim, como um dos times mais fortes do torneio e no caminho das quartas de final para continuar sonhando com o tri olímpico.

O Brasil chega com quatro vitórias e um jogo consistente, sem sobressaltos, mas atento em melhorar as performances. Bateu Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Japão, os donos da casa. Soma 11 pontos na classificação geral. Até o momento, dos 15 sets jogados, a seleção brasileira só perdeu três, sendo dois para a República Dominicana e um para o Japão.

Por outro lado, o Quênia - já desclassificado e apenas com a missão de cumprir tabela - ainda não venceu nenhuma partida. Não será um treino, mas o jogo reserva espaço para o Brasil movimentar algumas jogadoras e deixá-las com mais minutos de quadra para os combates decisivos em Tóquio.

Zé Roberto está confiante. Disse que o Brasil achou um jogo melhor contra a Sérvia. Ressaltou a atuação de Tandara e aguarda pela volta de Macris, machucada. "Ela sabe que tinha ficado devendo, principalmente nos primeiros jogos. Estava preocupado e, por isso, coloquei a Natália ali, para ver como ela poderia fluir caso necessitasse. Mas a Tandara fez uma partida muito boa, no nível. Chamou a responsabilidades, bateu bolas difíceis com vontade", disse o treinador. "Ela é oposta, vai receber as bolas mais difíceis, mais complicadas. Precisa corresponder. Foi o que fez. Essa é a Tandara que a gente precisa nos jogos."

A boa notícia para o time feminino é a boa recuperação de Macris. Nos últimos dias, a levantadora, que sofreu uma entorse no tornozelo direito, passou por uma série de sessões de fisioterapeuta. Sua evolução animou Zé Roberto. "Macris está bem. Já caminhou, fez exercícios, deu uma caminhada legal. Já fez coisas importantes. Eu fiquei com ela. Ficamos brincando na fisioterapia. Queria dar uma olhada como ela estava. E ela estava muito positiva."

Embora as notícias sejam boas, Zé Roberto não vai usá-la nesta partida. "Mas com certeza vamos vê-la o mais rápido possível. Ela está se recuperando muito bem. Fiquei feliz", comentou o treinador.

Tandara ressaltou a importância de o Brasil manter a concentração em todas as partidas. "Estamos mostrando como o nosso grupo é forte. Tenho de agradecer as jogadoras por todo o apoio que tenho recebido. A Olimpíada é um campeonato de tiro curto e precisamos de todas as 12 atletas bem."

As quenianas têm um brasileiro à frente da seleção. O técnico pernambucano Luizomar de Moura chegou ao time com a missão de desenvolver o vôlei no país. Mesmo sem somar pontos e sabendo do favoritismo da equipe brasileira, ele diz que o resultado é o que menos importa, porque treinar o Quênia é uma causa e ele quer deixar um legado. O time do continente africano voltou a participar de uma edição de Olimpíada depois de 16 anos de ausência.

Luizomar valoriza as adversárias e vê Brasil e Sérvia como os maiores candidatos ao ouro nos Jogos de Tóquio-2020. Responsável pelo desenvolvimento de alguns nomes que compõem o atual time brasileiro - ele foi treinador da seleção de base -, o técnico garante que o Quênia vai tentar dificultar ao máximo vida das brasileiras.

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