Esportes Contra preconceito, Uefa se une a clubes ingleses em boicote contra redes sociais

Contra preconceito, Uefa se une a clubes ingleses em boicote contra redes sociais

A Uefa anunciou nesta quinta-feira que também vai aderir ao boicote contra as redes sociais para protestar contra a discriminação nas diferentes plataformas online. A iniciativa foi criada pelos clubes ingleses e ganhou o apoio de diversas entidades ligadas ao futebol e também a outras modalidades no país europeu.

O boicote é uma pressão direta sobre as principais empresas de redes sociais do mundo, como Twitter, Instagram e Facebook, para cobrar medidas e ações delas contra demonstrações de preconceito em suas plataformas, principalmente racismo. Nos últimos meses, jogadores de futebol se tornaram alvo constante de manifestações racistas por parte de torcedores em seus perfis nas redes.

"Já estamos fartos destes covardes, que se escondem por trás do anonimato para vomitar suas ideologias nocivas", declarou o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, nesta quinta-feira, em discurso direcionado às 55 federações que compõem a entidade europeia. Ele pediu que as pessoas façam denúncias formais contra "mensagens e tuítes inaceitáveis".

Jogadores e clubes reclamam constantemente que a direção das redes sociais não vêm fazendo sua parte no combate à discriminação, por permitirem manifestações escancaradas de racismo, machismo e homofobia em suas páginas.

Com o boicote, clubes e entidades não vão publicar ou fazer interações nas redes sociais entre sexta-feira e segunda-feira, dia 3 de maio. "O futebol inglês vai se unir em um boicote às mídias sociais entre sexta-feira, 30 de abril, até segunda-feira, 3 de maio, em resposta ao crescente e permanente abuso discriminatório recebido online por jogadores e muitos outros conectados ao jogo", anunciou a Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês), anteriormente.

Assim como a FA, a Premier League (primeira divisão) e as ligas que organizam outras divisões do futebol inglês masculino e feminino; a organização de árbitros; o sindicato do país; e até entidades ligadas ao tênis, críquete e rúgbi também vão aderir ao boicote.

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