Esportes Bia revela nervosismo em jogo histórico e cita Djokovic: 'Até ele sente pressão'

Bia revela nervosismo em jogo histórico e cita Djokovic: 'Até ele sente pressão'

Brasileira venceu a espanhola Sara Sorribes de viradam por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (3/7), 6/3 e 7/5, em quase quatro horas

Agência Estado - Esportes

Resumindo a Notícia

  • 'Não é apenas sobre tênis, muita coisa vem na minha cabeça', disse Bia após a vitória.
  • Brasileira vai enfrentar Ons Jabeur, tenista número sete do mundo, nas quartas de final.
  • Em 55 anos, esta é a primeira vez que uma mulher brasileira chega às quartas de um Grand Slam.
  • A última foi Maria Esther Bueno, no US Open de 1968.
Há 55 anos uma brasileira não chegava às quartas de um Grand Slam

Há 55 anos uma brasileira não chegava às quartas de um Grand Slam

Emmanuel DUNAND/AFP - 5.6.2023

Beatriz Haddad Maia ficou nervosa durante muitos momentos ao longo da vitória histórica sobre a espanhola Sara Sorribes Tormo, nesta segunda-feira, em Roland Garros, resultado que a tornou a primeira brasileira a alcançar as quartas de final de um Grand Slam, que reúne os quatro campeonatos de tênis mais importantes do circuito, desde 1968.

Controlar o nervosismo diante de um cenário de tanta pressão foi o maior desafio da tenista paulistana, que soube domá-lo e utilizou Novak Djokovic, vencedor de 22 Majors, como exemplo de como se portar frente à ansiedade ao participar de duelos pesados.

"Meu treinador me mostrou uma entrevista do Djokovic falando que fica nervoso. Se ele sente pressão, quem sou para não sentir? Isso é normal, nós precisamos aceitar e ser humildes, evoluir quando estamos sob pressão", afirmou em sua entrevista na quadra.

"Não é apenas sobre tênis, muita coisa vem na minha cabeça. Estou muito feliz que eu não desisti e fui até o meu limite", completou.

A vitória de virada por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (3/7), 6/3 e 7/5, em quase quatro horas de duelo, fez Bia colocar o tênis feminino brasileiro de volta às quartas de final em simples de um Grand Slam após 55 anos.

Maria Esther Bueno foi a última a fazê-lo, no US Open de 1968, quando foi semifinalista. Mais cedo, no mesmo ano, Bueno parou nas quartas em Roland Garros e Wimbledon.

Levando em conta também o tênis masculino, o Brasil não ia tão longe em um Grand Slam desde que Gustavo Kuerten, o Guga, foi às quartas de Roland Garros em 2004. O tenista catarinense, protagonista de uma relação de amor com o torneio francês, é outra inspiração para Bia.

"Guga é um ídolo para mim. Eu tinha 1 ano quando ele ganhou o primeiro título aqui. Eu cresci ouvindo o nome dele, ele é uma pessoa legal, uma pessoa muito importante para nós. Ele é meu ídolo", afirmou.

Bia vai enfrentar a tunisiana Ons Jabeur, tenista número sete do mundo, nas quartas de final, em busca de colocar o tênis feminino brasileiro novamente em uma semifinal, como Maria Esther Bueno fez.

Além disso, se vencer, colocará o Brasil pela primeira vez no top 10 do ranking mundial na era aberta. O 12º lugar alcançado por ela em fevereiro deste ano já é a melhor classificação de uma tenista do país.

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