Automobilismo Verstappen-Hamilton, uma rivalidade que foi amadurecendo

Verstappen-Hamilton, uma rivalidade que foi amadurecendo

O inglês e o holandês correm neste domingo para decidir quem será o campeão de 2021 da Fórmula 1

AFP
Hamilton e Verstappen decidem o título mundial da Fórmula 1 neste domingo (12)

Hamilton e Verstappen decidem o título mundial da Fórmula 1 neste domingo (12)

Antonin Vincent/EFE 09.12.21

"Me dê o seu carro e poderemos dizer quem é o melhor piloto": em 2015, o prodígio holandês de 17 anos não se impressionou pelo inglês, bem instalado em seu Mercedes, no auge.

Verstappen mudou da Toro Rosso para a Red Bull em 2016, e aí a rivalidade começou. No Japão, por exemplo, o holandês defende a segunda colocação como um grande e obriga o inglês a sair dos limites da pista.

Em 2018, a rivalidade vem à tona no Bahrein, quando Verstappen tenta uma manobra direta contra Hamilton. Este último não cede, os dois se tocam e o piloto da Red Bull tem que abandonar algumas voltas depois.

"FALTA MATURIDADE"
"Que babaca!", dispara Hamilton, vencedor, vendo as imagens antes do pódio. Poucos dias depois, o britânico afirma que "falta maturidade" ao holandês.

"É fácil acusar o piloto mais jovem", responde Verstappen,   de "não ter feito nada de errado".

No GP seguinte, Hamilton acalma as coisas, maliciosamente: "Tenho muito respeito por Max. Ele tem potencial para ser campeão. Mas estive no lugar dele, mesmo sendo um pouco mais velho, e é um verdadeiro aprendizado, quanto a essa pressão, para estar em uma equipe de alto nível".

"Não importa se é culpa dele ou minha, é passado", avança, explicando que foi apertar a mão do rival, para selar a reconciliação.

Os duelos são retomados prontamente, como no Texas, onde Verstappen resiste aos ataques da Flecha de Prata, adiando o quinto título do britânico.

Ainda com domínio total em 2019, Hamilton tem bons momentos em 2021: na Hungria, deve esperar o final da corrida para ultrapassar seu rival, que se defende com unhas e dentes; em Mônaco, Verstappen encosta em seu carro em uma curva, a duas voltas do final, sem impedi-lo de vencer.

"LEWIS NÃO É DEUS"
Na pré-temporada de 2020, "Max" coloca um pouco de pimenta na rivalidade: "Lewis é muito bom, certamente um dos melhores. Mas ele não é Deus. Talvez Deus esteja com ele, mas ele não é Deus".

Apesar de tudo, a Mercedes permanece intocável. É preciso esperar até 2021, a sétima temporada na elite de Verstappen, aos 24 anos, para ver a Red Bull lutar de igual para igual com a Mercedes.

Lançado contra um muro em Silversto fórmula 1 ne pelo seu adversário, Verstappen reage, furioso, do hospital, onde passou por um exame de rotina, após a vitória de Hamilton, qualificando a sua manobra como "perigosa" e como "desrespeitosa e antidesportiva" as comemorações do inglês diante de seu público.

Hamilton argumenta que "não tem motivo nenhum para se desculpar" e acrescenta: "Max é um dos pilotos mais agressivos do Mundial".

A guerra na pista é ainda mais acentuada quando eles se neutralizam em Monza e a Red Bull acaba literalmente na Mercedes após um choque.

Símbolo da tensão que reina, os dois pilotos se desafiam até em treinos livres nos Estados Unidos: "Que estúpido idiota!" se irrita Verstappen, fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio para o rival, que havia acabado de ultrapassá-lo.

Na corrida pelo título, Hamilton joga a carta da experiência, como antes do Grande Prêmio da Arábia Saudita: "Não é a primeira vez (que luto pelo título). Me lembro do meu primeiro campeonato e até do segundo e terceiro, das noites sem dormir e todas essas coisas, enquanto agora estou muito mais seguro de mim mesmo".

O holandês, que não gosta de ser chamado de "Mad Max", sempre negou ter uma pressão adicional com este primeiro título em jogo: "no final, não importa se você luta contra alguém da sua idade ou contra um campeão mundial, já que ambos são grandes pilotos".

E como a sua defesa passa frequentemente pelo ataque, o holandês também deixou um recado: "Alguns podem ter tido um pouco mais de sorte em geral, estando com um bom carro há muito tempo, mas isso não diminui em nada o fato de que são grandes pilotos".

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