Por que o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 tem tudo para ser uma prova inesquecível?
Novo circuito de Madring tem traçado desafiador e já foi chamado de ‘destruidor de carros’ pelo chefe de equipe da Williams
Automobilismo|Do R7
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Demorou 45 anos, mas a Fórmula 1 voltou para Madri, na Espanha, em um Grande Prêmio que promete intensas emoções.
O novo circuito que recebe a prova é chamado de Madring, combinação de “Madri” e “ring” (“circuito”), e é cheio de desafios.
Trata-se de um circuito híbrido em que parte de seu traçado é de uma pista de corrida própria para alta velocidade e outra parte é de pista de rua, mais truncada e desafiadora.
Para o público, tudo foi pensado para trazer a experiência mais tranquila, uma vez que o circuito tem acesso fácil por transporte público, fica perto de aeroporto e do Centro de Convenções IFEMA.
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Para os pilotos, por outro lado, o desafio é monumental, sobretudo levando-se em conta os primeiros testes no circuito, que fizeram com que o chefe da Williams, James Vowles, definisse Madring como “destruidora de carros”.
Motivo para isso, ele teve. Nos primeiros testes no circuito, com carros de Fórmula 3, a bandeira vermelha (indicando acidente grave na pista) subiu nada menos que 19 vezes durante dois dias de atividades.
Na Fórmula 1, com poucos dias para conhecer o circuito, os pilotos terão que entender direitinho os perigos de Madring, com suas curvas complicadas e suas poucas áreas de escape.
Especialistas previram que a prova deve ter muitos acidentes e apontam como grande atração a curva chamada La Monumental, que tem uma das maiores inclinações da história da categoria e, por mais que seja empolgante e um bom ponto de ultrapassagem, vem seguida por outra curva, esta de freada mais brusca.
Carlos Sainz, piloto da Williams nascido em Madri, é “embaixador de Madring” e, com base nas oportunidades que teve em percorrer o circuito com carros de passeio, diz que o circuito, apesar de muito complicado, é muito espetacular.
O circuito é, em muitos casos, comparado com o do GP de Mônaco, que é bastante truncado, com a diferença de que Madring tem áreas de mais velocidade, com muita aderência à pista e, por se tratar de um circuito novo, poucas ondulações.
Por mais que a maioria dos pilotos já tenha percorrido a pista em simuladores, nada se compara ao dia da prova, com o desgaste real dos pneus, três carros disputando a mesma tomada de curva e os erros e acertos do companheiro da frente.
Para quem reclama que as provas de Fórmula 1 estavam ficando cada vez mais monótonas, talvez o novo GP da Espanha seja justamente o antídoto.
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