Esportes Após mais de 12 horas, delegação do Boca deixa delegacia em BH

Após mais de 12 horas, delegação do Boca deixa delegacia em BH

Jogadores e dirigentes foram ouvidos pela polícia após agressão a policiais, árbitros e seguranças, além de dano ao patrimônio

  • Esportes | Lucas Pavanelli, do R7, com Shirley Barroso, da RecordTV Minas

Ônibus com delegação do Boca seguiu para o Aeroporto de Confins

Ônibus com delegação do Boca seguiu para o Aeroporto de Confins

Record TV Minas/Reprodução

Depois de mais de 12 horas, atletas e dirigentes da delegação do Boca Juniors deixaram a Central de Flagrantes 4, no bairro Alípio de Melo, em Belo Horizonte, onde prestaram depoimento após a confusão no estádio Mineirão na noite desta terça-feira (20).

Dois ônibus deixaram a delegacia no início da tarde desta quarta-feira (21). O voo de volta da equipe está marcado para as 15 horas, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

De acordo com a Polícia Civil, ao todo, seis pessoas foram levadas para a delegacia após os incidentes no Mineirão. Dois deles foram autuados em flagrante por dano qualificado e liberados após pagamento de R$ 3 mil em fiança, cada um. Os outros quatro assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência por lesão corporal e desacato e também foram liberados.

Confusão

Imagens de câmeras de segurança do estádio mostram tentativa de invasão do vestiário do Atlético Mineiro por parte da delegação do Boca, agressões e arremessos de objetos. De acordo com o tenente-coronel Flávio Santiago, 11 vítimas foram levadas à delegacia para prestar depoimento, entre policiais, membros de comissão técnica e arbitragem.

De acordo com Santiago, a Polícia Militar foi acionada pelo delegado da partida depois que uma confusão começou no túnel, logo após o fim da partida. Houve, inclusive, um episódio de desacato, com um atleta do Boca cuspindo em um militar. A PM utilizou bombas de gás lacrimogêneo.

— Esse ato de cuspir no policial enquadra-se na figura do desacato. Também houve investida contra o vestiário, a questão dos gradis... estamos colhendo as imagens.

Boletim de ocorrência

Dois boletins de ocorrência foram registrados pela polícia, um sobre danos patrimoniais e outro sobre lesões corporais.

De acordo com os registros, jogadores do time argentino arremessaram vários objetos contra os seguranças, como gradis, lixeira, bebedouro e garrafas. Policiais militares também foram atingidos quando chegaram ao local onde ocorria toda a confusão. Neste momento, os PMs usaram spray de pimenta para conter a briga. 

O boletim de ocorrência cita que os jogadores Sebastián Villa e Christian Pavón arrancaram e atiraram bebedouros contra os seguranças, funcionários e policiais. Norberto Briasco, outro atleta do Boca agrediu um funcionário do Atlético e tentou "estocá-lo com uma barra de ferro retirada do estádio". 

A Minas Arena, que gerencia o Mineirão, contabilizou danos em quatro portas, dois dispensadores de álcool em gel e dois bebedouros. 

Com relação às lesões corporais, 13 vítimas prestaram depoimento. De acordo com a polícia, um funcionário do Boca deu um soco no rosto de um dos seguranças, os jogadores Gonzales e Rojo agrediram funcionários e seguranças e o também atleta Carlos Zambrano cuspiu em dois policiais militares. 

Jogo 

Dentro de campo, Atlético e Boca ficaram, mais uma vez, no 0x0. O time argentino teve um gol anulado no segundo tempo, devido a um impedimento, o que esquentou o clima dentro de campo. Nos pênaltis, os argentinos desperdiçaram três cobranças e o Galo venceu por 3x1 com direito a gol do goleiro Éverson.

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