Apoio de Leco e situação financeira mantêm Fernando Diniz no São Paulo

Apesar da pressão para mudança no comando da equipe, o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, também conhecido como Leco, não pretende demitir o técnico Fernando Diniz. Pelo menos por enquanto. E dois pontos fundamentais ajudam a manter o treinador na equipe: a confiança do dirigente e a questão financeira do clube do Morumbi.

Leco sempre foi um admirador do estilo de Fernando Diniz e ainda acredita que ele pode dar certo no São Paulo. O presidente tem dito para pessoas próximas que o trabalho no dia a dia do treinador o agrada muito e não tem dado bola para as críticas e pressão pela demissão. O coordenador técnico, Raí, e o gerente-executivo de futebol, Alexandre Pássaro, ainda apoiam, mas não com tanta veemência o trabalho do técnico.

Após o jogo contra o Bahia, na última quinta-feira, Raí decidiu dar entrevista para assegurar que o treinador permanece. "Garanto! O trabalho continua. Nós vamos dar todas as condições para o Diniz e a confiança nele é total. Foi ele que fez o time que estava produzindo antes da paralisação e é ele quem tem todas as condições de voltar para aquele nível de atuação para que tenhamos mais chance de ter as vitórias necessárias para sair dessa situação. Voltar a uma crescente, voltar a ter confiança e esquecer os traumas recentes", disse o dirigente. Leco, mais uma vez, não falou.

Outro ponto, que acaba até reforçando a ideia de Leco em manter Fernando Diniz, é a questão financeira. O clube vive um momento extremamente delicado sob esse ponto de vista. Se precisar ir ao mercado atrás de um técnico, as opções são um nome de peso, que terá um salário elevado, ou um novato, mais barato.

SEM GRANDES OPÇÕES NO MERCADO - E a visão da diretoria, não só do Leco, é que para investir em um novato, é melhor insistir com Fernando Diniz. Uma terceira opção seria buscar um treinador no exterior, que poderia ter um salário mediano, mas por enquanto é uma hipótese totalmente descartada pelos dirigentes.

Antes da partida contra o Bahia, torcedores organizados protestaram na frente do Morumbi e pediram a demissão do treinador. E não é só Fernando Diniz que permanece. A tendência é que o clube faça poucas mudanças em seu elenco. Nesta semana, Alexandre Pato acertou a rescisão contratual e houve uma troca com o Grêmio de Everton por Luciano, que já estreou fazendo gol.

Hernanes, um dos salários mais altos do elenco, chegou a cogitar deixar o clube, mas decidiu permanecer e deve ser aproveitado por Fernando Diniz nos próximos jogos. Existe uma possibilidade de ter pequenas alterações no plantel, mas os "medalhões" devem permanecer. A eleição para presidente do São Paulo deve acontecer em outubro e Leco permanece no cargo até dezembro.

Para complicar ainda mais a situação de Fernando Diniz, o São Paulo inicia uma sequência de quatro jogos bem complicados, na teoria. Neste domingo, o time tricolor enfrenta o Sport, no Recife. Depois, recebe o Athletico-PR, no Morumbi, e em seguida faz o clássico contra o Corinthians, também em casa. Por fim, encara o Atlético-MG no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Depois enfrenta Fluminense e Red Bull Bragantino, em casa, e encara o River Plate no dia 17 de setembro, também no Morumbi, na retomada da Copa Libertadores.