Aiba pode se reestruturar até o início do ano que vem, diz dirigente russo

A pandemia de coronavírus pode dar tempo para a reestruturação da Associação Internacional de Boxe (Aiba). Com o adiamento do início dos Jogos de Tóquio anunciado na terça-feira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a entidade terá tempo para concluir suas reformas e voltar a organizar o esporte, segundo Umar Kremlev, presidente da Federação Russa de Boxe.

Em novembro de 2017, o taiwanês Ching-Kuo Wu renunciou da presidência da Aiba, após 11 anos, por suspeitas de corrupção. A situação ficou ainda pior para a entidade, composta por 201 países membros, quando o usbeque Gafur Rakhimov foi nomeado novo presidente, em novembro de 2018, tendo seu nome na lista dos maiores traficantes de heroína e tráfico de armas.

Rakhimov foi afastado após seis meses no cargo e a Aiba perdeu o direito de seguir dirigindo o boxe olímpico. O COI, então, formou um 'grupo de trabalho' para organizar as competições, entre elas os pré-olímpicos para Tóquio-2020, com a direção do japonês Morinari Watanabe.

Kremlev afirmou que a Aiba sofreu mudanças e acredita que a entidade fundada em 1946 e o COI poderão chegar a um acordo e começarem a "trabalhar juntos" até no máximo no início do próximo ano.

Segundo o dirigente russo, o pré-olímpico organizado pelo grupo de trabalho indicado pelo COI no início deste mês em Londres não deveria ter ocorrido por causa da pandemia. O torneio foi interrompido em suas rodadas iniciais. O pré-olímpico sul-americano previsto para este mês em Buenos Aires, também foi adiado por causa da pandemia.