Esportes Abel volta a criticar calendário e deve descansar os titulares do Palmeiras

Abel volta a criticar calendário e deve descansar os titulares do Palmeiras

A interminável maratona de jogos do Palmeiras nessa reta final de temporada está tirando a paciência do técnico Abel Ferreira. Bastante nervoso ao longo do clássico com o São Paulo, o português voltou a reclamar do calendário brasileiro e deixou no ar a possibilidade de descansar os titulares diante do Atlético-GO.

O Palmeiras jogou quarta-feira diante do Coritiba, nesta sexta com o São Paulo, encara o Atlético-GO, na segunda, o Atlético-MG, quinta e inicia a decisão da Copa do Brasil no dia 28, domingo. Praticamente um jogo a cada dois dias, o que está esgotando atletas, fazendo o rendimento cair e causando preocupação do comandante.

"Vou ser muito sincero: nós programamos essas cinco rodadas pensando na frente. Temos que ver como estão os jogadores. Com a minha equipe técnica e o Núcleo de Saúde e Performance perceber o que é melhor para o Palmeiras e para os jogadores do Palmeiras", enfatizou, visivelmente preocupado.

O time do Palmeiras, apesar da luta, está com as pernas pesadas. "Se os jogadores não recuperarem o suficiente, não vamos ter um jogo competitivo. Vamos ter um jogo arrastado e lento. Eu enquanto treinador, um advogado ou seja quem for, se chega cansado, não vai ter o mesmo rendimento. Precisamos descansar", admitiu.

Amante do futebol-arte, Abel Ferreira pede, ao menos, 72 horas de descanso entre os compromissos. "Vou voltar a criticar o calendário porque se queremos valorizar o futebol brasileiro, os jogadores brasileiros, a seleção brasileira, temos de criar condições para que quando assistamos a um jogo, vejamos um bom jogo", disparou. "É vergonhoso não ter 72 horas para recuperar."

Sobrou, até, para as emissoras de televisão. "Infelizmente ninguém quer saber de nada. "Ah, mas as televisões... As televisões têm que sentar na mesa com os treinadores, diretores e presidentes para decidir o que é melhor para o futebol e para a TV. E de forma coletiva perceber o que é melhor para valorizar."

Sugeriu até mudanças nas competições. "Pergunto: é obrigatório um campeonato estadual ter essas equipes todas? Não pode tirar uma ou duas? No Brasileiro, ao invés de ter 20, ter menos uma ou duas? Na Copa (do Brasil), fazer um jogo só em campo neutro (na decisão)? Significa valorizar o futebol, jogadores e a seleção."

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