Advogado que pode ajudar o Flu mudou Copa do Brasil e tentou evitar rebaixamento na Série C
Osvaldo Sestário é figura conhecida meio jurídico do futebol brasileiro
Futebol|Carolina Canossa, do R7*

Apontado pela Portuguesa como responsável por não avisar o clube da suspensão do meia Heverton para a partida contra o Grêmio, o que pode rebaixar o time paulista e manter o Fluminense na Série A, o advogado Osvaldo Sestário Filho já conseguiu aplicar um tapetão em outra importante competição do país, a Copa do Brasil. Este ano, ele foi ajudou a eliminar o Naviraiense e colocou o Paysandu na terceira fase da disputa.
Pago por uma empresa que presta assistência jurídica para clubes que não tem recursos para enviar seus próprios representantes ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Sestário Filho alegou que, mesmo perdendo na bola para o rival do Mato Grosso do Sul, o Papão tinha direito à classificação porque o Naviraiense atuou com dois jogadores sem contrato. Após três derrotas na 3ª Comissão Disciplinar, a equipe paraense finalmente conseguiu vencer o caso no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, quando teve oito votos favoráveis contra um contrário.
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O caso, porém, teve pouca repercussão porque o Paysandu acabou, na sequência, eliminado da Copa no Brasil pelo Atlético Paranaense, que venceu o segundo jogo entre os times por 2 a 1, após empate sem gols na primeira partida.
Tentativa de evitar rebaixamento na Série C
Outro caso de destaque que Sestário Filho se envolveu foi o imbróglio que atrasou o início das Séries C e D em 2012. Na ocasião, as duas disputas começaram cerca de um mês depois da data prevista porque Rio Branco-AC, Treze-PB e Araguaína-TO disputaram nos tribunais uma vaga na terceira divisão do Campeonato Brasileiro.
O problema começou quando o Rio Branco conseguiu em 2011 na Justiça comum uma liminar para atuar em seu estádio, que havia sido interditado pelo Ministério Público. Como, pelas regras da Fifa, isso é proibido, os acreanos acabaram eliminados da competição. Na época, eles haviam conseguido a primeira das duas vagas destinadas ao grupo A à segunda fase da disputa.
O Rio Branco recorreu, e, depois de uma enorme briga nos tribunais, decidiu-se que a terceira colocada Luverdense ficaria com a vaga. Quinto colocado da Série D naquele ano (somente os quatro primeiros subiam), o Treze sentiu-se prejudicado por isso e passou a pleitear a vaga no STJD, onde foi derrotado. O time paraibano, então, também decidiu apelar à Justiça comum.
Sestário, que chegou a dar entrevistas criticando o Treze, então entrou com um recurso pedindo a permanência do Araguaína-TO na Série C. Rebaixado na bola à quarta divisão por ter feito somente um ponto e sido o último colocado naquele grupo A, o time alegava que o Rio Branco é quem deveria ser rebaixado por ter sido punido no caso do estádio, ignorando as pretensões do Treze.
Ao menos nessa oportunidade, porém, Sestário não obteve sucesso e o Araguaína-TO teve mesmo que jogar a Série D. O Treze, por sua vez, disputou a Série C de 2012 após vitória na Justiça. Já o Rio Branco demorou para obter essa vitória nos tribunais, o que fez com que o time só fosse incluído na Série C deste ano.
Vale ressaltar advogado Osvaldo Sestário não trabalha diretamente com a Portuguesa, Paysandu Araguaína ou qualquer outro clube. Ele é vinculado à empresa Soccer Midia, que presta serviços de assessoria jurídica para o clube paulista.
Diretor da Soccer Midia, João Cláudio de Luca disse ao R7 que Sestário estava em São Paulo e não daria declarações sobre o assunto antes de falar com a Portuguesa.
Em setembro, o site da revista Veja publicou que Sestário era contratado por alguns clubes para defendê-los no STJD com honorários pagos pela CBF. A entidade negou.
* Colaborou Vinícius Galante, do R7















