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Érika leva a prata no Mundial de judô, Chibana fica à beira do pódio

|Do R7

O Brasil conquistou sua segunda medalha no Mundial de judô do Rio de Janeiro, nesta terça-feira no Maracanãzinho, com a prata de Érika Miranda na categoria até 52 kg.

Charles Chibana quase faturou a terceira na categoria até 66 kg, mas acabou ficando na quinta posição ao perder para o japonês Masaaki Fukuoka na disputa pelo bronze.

Como Sarah Menezes, que ficou com o bronze apesar de chegar como favorita por ter conquistado o ouro nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, Érika também perdeu a oportunidade de ser tornar a primeira campeã mundial da história do judô feminino brasileiro.

"Eu queria ser a primeira, mas judô é assim, eu estava bem na luta, mas nessas lutas de alto nível, não dá para prever o que vai acontecer. É claro que queria o ouro, mas agora conheço o caminho e preciso treinar para corrigir os meus erros", declarou a brasiliense de 26 anos depois de perder a final para Majlinda Kelmendi, do Kosovo.


As medalhas de bronze ficaram com a alemã Mareen Kraeh e a japonesa Yuki Hashimoto, algoz de outra brasileira, Eleudis Valentim, na segunda rodada.

O vice-campeonato mundial foi o melhor resultado da carreira de Érika, que antes tinha conquistado duas medalhas de prata em Jogos Pan-Americanos e viveu um trauma nas Olimpíadas de Pequim-2008, quando foi cortada por lesão poucos dias antes da competição.


"Já fui quinta colocada em dois Mundiais, lutei bastante e na disputa do bronze não consegui a medalha. Venho batendo na trave sempre então hoje foi uma medalha muito pessoal. A ficha nem caiu ainda", comemorou a atleta, que ganhou um grande abraço da mãe depois da conquista.

"É um título gratificante, que vai colocá-la em outro patamar. Foi vice-campeã, mas está valendo, segunda melhor do mundo, não é para qualquer uma, ainda mais para ela que já foi quinta duas vezes", afirmou Dona Maria Lúcia de Sousa, que chegou até a ensaiar golpes de judô nas arquibancadas do Maracanãzinho para tentar ajudar a filha à distância.


"Quando vi as imagens dela na arquibancada, pensei: não quero matar a minha mãe do coração", brincou Érika.

A brasileira também contou com o apoio da torcida, que compareceu em bom número nas finais.

"A torcida foi nota mil, na semifinal, gritaram tanto que não conseguia nem ouvir o árbitro nem o técnico", lembrou Érika, que se disse ansiosa para lutar novamente na Cidade Maravilhosa nos Jogos Olímpicos de 2016.

Sua algoz na final, a kosovar Majlinda Kelmendi, mostrou até um certo incômodo com as vaias da torcida.

"Quando venci a final fiquei muito feliz e mal consegui controlar minhas emoções. Eu ouvia a torcida me vaiando, entendo que eles queriam ver Érika vencer, mas faz parte", comentou a kosovar, que se sentiu muito orgulhosa por ter alcançado um feito histórico para seu país, atingido por conflitos sangrentos na década de 90.

"Queria mostrar ao mundo que tudo é possível, se quiser algumas coisa, é preciso lutar por isso e você consegue. Kosovo é um país pequeno, com muita pobreza, muitas pessoas que não têm o que comer, então me sagrar campeã representando este país é uma sensação incrível", completou.

As arquibancadas do Maracanãzinho estavam mais vazias na parte da manhã, durante as fases preliminares. Em alguns momentos, havia até mais gente do lado de fora do estádio, na interminável fila para comprar ingressos para o jogo entre Flamengo e Cruzeiro, marcado para esta quarta-feira no Maracanã.

Assim, Chibana teve uma plateia reduzida quando deu um verdadeiro show nas suas quatro primeiras lutas, atropelando um adversário atrás do outro com ippons espetaculares.

O brasileiro não conseguiu repetir o desempenho na fase final, perdendo para dois japoneses, Masashi Ebinuma, que acabou conquistando o título, e Massaki Fukuoka, que o derrotou na disputa pelo bronze.

A prata ficou com o cazaque Azamat Mukanov e o outro bronze com o ucraniano Georigii Zantaraia.

Mais cedo, o também brasileiro Luiz Revite perdeu logo na estreia para o sul-coreano Jun-Ho Cho.

Nesta quarta-feira, dois brasileiros entrarão no tatame no Maracanãzinho, Rafaela Silva, vice-campeã mundial da categoria até 57 kg em Paris-2011, e Bruno Mendonça na categoria até 73 kg.

lg

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