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Vettel desabafa depois do tetra: 'sempre haverá críticos'

|Do R7

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O alemão Sebastian Vettel, que se sagrou neste domingo campeão mundial de Fórmula 1 pelo quarto ano seguido ao vencer o Grande Prêmio da Índia, deu uma longa entrevista coletiva (22 minutos) depois de comemorar o título com muita festa de champagne.

O piloto de 26 anos explicou que não estava magoado com torcedores que o vaiaram em algumas corridas (em Monza e em Cingapura) ao declarar "sempre haverá pró e anti Vettel".


- Por que você ficou ajoelhado diante do seu carro depois da chegada?

"Queria reverenciar toda a equipe, porque trabalhamos muito duro toda a temporada para que este carro ande bem. Podemos ter problemas, como aconteceu com Mark (Webber), porque tudo é feito no limite. Não sou egoísta e penso nos mecânicos. Vocês ficariam surpresos se vissem o contra-cheque deles pela carga horária que eles têm. Eles são fãs de automobilismo e queria agradecê-los à minha maneira. Eles fabricam verdadeiros foguetes. Quando olho para um carro de Fórmula 1, vejo algo muito pequeno, mas quando penso na velocidade que posso alcançar com ele, acho isso realmente único.


- Será que esse título foi tão emocionante quanto o tri conquistado no Brasil (em Interlagos, na última prova da temporada) no ano passado?

"Este ano, foi diferente, o título estava encaminhado há um tempo. No Brasil, foi realmente especial, ninguém poderia ter a criatividade suficiente para escrever um roteiro como esse. Fiquei feliz ao cruzar a linha de chegada, enquanto estava muito nervoso antes da largada. Durmo muito mal na véspera de uma corrida, passa um filme na minha cabeça. Neste ano, o importante foi conquistar o título aqui (na Índia). É um lugar muito especial. Depois da minha carreira, gostaria muito de passear neste país imenso onde as pessoas têm tanto para nos ensinar".


- Você realiza um sonho de criança com este tetracampeonato?

"Sonhava em competir na Fórmula 1, mas não era um objetivo, pelo menos não antes dos 15 ou 16 anos. Quando era pequeno, fazia kart, mas também brincava de pique-esconde, ou com carrinho na areia. Depois, passei a jogar futebol, mas não era muito bom e o kart ainda era um lazer. Meus pais nunca colocaram pressão em mim, mas sabia que era algo sério, porque eles faziam muito sacrifícios".


- Você ficou magoado com as vaias de torcedores no pódio em Monza e Cingapura?

"Não vou criticar os fãs da Ferrari que me vaiaram. Quando vou ao estádio para assistir a uma partida de futebol, eu também vaio de vez em quanto, sobretudo, quando o time rival faz um gol. Depois do GP de Cingapura, recebi uma carta de um cara que tinha me vaiado e pediu desculpas. Não é fácil para as pessoas entender o que acontece nos bastidores. Sempre haverá pró e anti-Vettel".

- O que significa para você o fato de entrar no círculo fechado dos tetracampeões, junto com Schumacher, Fangio e Prost?

"É algo que ninguém pode tirar de mim, mal consigo colocar isso em palavras. Pode ser que a ficha caia quando tiver 60 anos. O mais importante para mim é ter ganhado o respeito dos meus rivais atuais. Quando Fernando (Alonso) fez sua estreia na Fórmula 1, eu assistia às corridas dele na televisão, hoje, tenho que lutar contra ele. Ele tem muito talento e tem paixão pelo esporte, foi o meu maior rival nos últimos dois anos. Também tenho que competir junto com Lewis (Hamilton), Mark (Webber, seu companheiro de equipe na RBR), que para mim está no mesmo nível de Lewis, e Nico (Rosberg), que é subestimado. É diferente de outras épocas. Michael (Schumacher) também tinha o carro ideal para vencer, mas ele criou essa situação contra rivais muito fortes. Já Stirling Moss (quatro vezes vice-campeão na década de 1950) também teria merecido conquistar um título mundial.

- Como você vê a próxima temporada?

"Será um grande desafio (com a perspectiva das mudanças no regulamento e a chegada dos novos motores V6 híbridos). Sei que a Mercedes e a Ferrari passam muito tempo correndo atrás de novas ideias, enquanto o intervalo entre essa e a nova temporada será mais curto do que de costume (o ano de 2014 terá 22 corridas em vez de 19 em 2013. Acho que nem vou ter tempo de tirar duas ou três semanas de férias.

Declarações colhidas em entrevista coletiva

dlo/mhc/lg/tt

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