Polêmica sobre nova camisa do São Paulo envolve estatuto do clube
Conselheiros apontam violação de regras para o uniforme 1
Vanity Brasil|Do R7

Ainda sem lançamento oficial pela New Balance, a nova camisa do São Paulo já se tornou alvo de controvérsia nos bastidores do clube. Conselheiros tricolores questionam o design do uniforme, alegando que o modelo proposto fere as disposições do estatuto da instituição, gerando um debate sobre a conformidade das novas vestimentas com as normas internas do São Paulo Futebol Clube.
A base da discussão reside no Artigo 157 do estatuto são-paulino, que estabelece diretrizes claras para o uniforme número 1. Conforme a norma, a camisa deve ser predominantemente branca, com três faixas horizontais nas cores vermelha, branca e preta, dispostas nessa ordem. Um ponto crucial é que essas faixas devem ser “cobertas inteiramente pelo Emblema”, com a faixa vermelha e preta medindo 5 centímetros de largura e a branca, 2,5 centímetros, além de prever shorts e meias brancas como padrão.
A polêmica se intensifica porque a nova camisa, apesar de ainda não ter sido apresentada formalmente, já tem seu design circulando e sendo analisado internamente. Conselheiros argumentam que a disposição do símbolo e o arranjo das listras no modelo em questão desrespeitam o que está previsto no estatuto. Houve alertas ao presidente Harry Massis sobre a possibilidade de uma representação formal no Conselho, com a sugestão de que tais alterações seriam mais apropriadas para um uniforme número 3, que permite maior liberdade criativa fora dos padrões tradicionais das camisas principais.
Em resposta às contestações, o São Paulo se apoia em um parecer jurídico emitido em julho do ano passado. O documento, assinado pelo advogado Guilherme Salutti, defende que uma “interpretação literal e extremamente restritiva” do Artigo 157 não seria a abordagem mais adequada. O parecer também argumenta que a imagem presente no estatuto serve como um modelo “meramente exemplificativo”, indicando que o emblema não precisaria cobrir as faixas integralmente, permitindo margem acima e abaixo delas.
A insatisfação de alguns membros do conselho já se reflete em manifestações públicas. Marco Aurélio Cunha, um dos conselheiros mais conhecidos, utilizou suas redes sociais para endossar as críticas, afirmando que o modelo está “Fora das regras do estatuto”. Diante da repercussão, a New Balance, fabricante do material esportivo, não se manifestou até o momento da publicação da matéria. O São Paulo, por sua vez, optou por não emitir um pronunciamento oficial sobre o assunto.













