Morre Tato, ex-Fluminense, vítima de câncer de esôfago
Alerta: entenda os perigos e sintomas do tumor agressivo
Vanity Brasil|Do R7

Faleceu aos 64 anos o ex-jogador Tato, nome eternizado na história do Fluminense e integrante de uma das gerações mais vitoriosas do clube. O ídolo tricolor vinha enfrentando uma batalha contra um câncer de esôfago, doença que, apesar de menos frequente que outros tumores digestivos, acende um alerta importante pela agressividade e diagnóstico muitas vezes tardio.
Tato construiu uma carreira brilhante, sendo peça fundamental no título do Campeonato Brasileiro de 1984 e no tricampeonato carioca entre 1983 e 1985. Seu estilo ofensivo e habilidade nos dribles conquistaram a torcida e marcaram época no futebol nacional.
Entenda a doença
A partida do ex-atleta traz à tona a necessidade de conscientização sobre o câncer de esôfago. A doença ocorre quando as células do canal que liga a garganta ao estômago sofrem alterações desordenadas. Segundo Mauro Donadio, oncologista da Oncoclínicas, o problema representa um desafio oncológico.
”Embora seja menos falado, ele representa um desafio importante na oncologia. Avanços em terapias e estratégias de diagnóstico têm contribuído para oferecer alternativas mais eficazes de tratamento, mas a conscientização segue sendo essencial”, explica o especialista.
Os tipos mais comuns são o carcinoma de células escamosas (geralmente na parte superior e média do esôfago) e o adenocarcinoma (comum na parte inferior, próximo ao estômago).
Sinais de alerta e prevenção
O grande perigo mora no silêncio da doença em suas fases iniciais. Mauro Donadio ressalta que muitos pacientes relatam sintomas como dificuldade para engolir, sensação de alimento parado, rouquidão, tosse persistente e perda de peso inexplicável. “Persistindo qualquer desconforto, é essencial buscar avaliação médica para investigar a causa”, orienta o médico.
Para prevenir, mudanças no estilo de vida são fundamentais. O consumo de bebidas muito quentes (acima de 65ºC), tabagismo, excesso de álcool e obesidade são fatores de risco comprovados. A vacinação contra o HPV também surge como uma aliada importante na prevenção.
O diagnóstico envolve exames como endoscopia digestiva e tomografias, e o tratamento é individualizado, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e imunoterapia, visando sempre o controle da doença e a qualidade de vida do paciente.














