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Mancha Verde pede a saída de Abel Ferreira após derrota do Palmeiras

Organizada do clube publica manifesto e critica desempenho e postura do técnico.

Vanity Brasil

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil

A principal torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Verde, solicitou a saída do técnico Abel Ferreira após a derrota da equipe por 1 a 0 para o Cerro Porteño, na última quarta-feira (20/5). O confronto, válido pela fase de grupos da Copa Libertadores, ocorreu no Allianz Parque e desencadeou uma forte reação da organizada, que publicou um extenso manifesto em suas redes sociais. Logo no início da publicação, a torcida resumiu seu posicionamento com uma mensagem direta ao treinador português: “OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.”

A derrota para o time paraguaio teve impacto direto na classificação do grupo, com o Palmeiras perdendo a liderança. O resultado foi o estopim para uma série de críticas que a organizada vinha acumulando sobre a performance da equipe nos últimos anos. No documento, a Mancha Verde utilizou a metáfora da “Fata Morgana” para descrever a percepção do momento vivido pelo clube, afirmando que os resultados recentes haviam mascarado problemas de desempenho dentro de campo, criando uma ilusão de grandeza.


A torcida organizada argumentou que, embora os números oficiais pudessem indicar liderança e invencibilidade em certos momentos, a realidade em jogos decisivos era diferente. O manifesto mencionou campanhas “históricas” que, na “hora da verdade”, resultaram em vices, eliminações e, no máximo, a conquista de um Campeonato Paulista, o que seria insuficiente para mascarar as deficiências. A crítica central é que “O Palmeiras não joga bola há muito tempo”, e que “antes os resultados escondiam a bagunça” tática da equipe.

A Mancha Verde detalhou as falhas táticas atribuídas à comissão técnica, citando “chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação”. Além das questões de desempenho em campo, a organizada também questionou a postura de Abel Ferreira fora das quatro linhas, descrevendo-o como “um técnico arrogante, desequilibrado e perdido”, com “expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo”. As críticas foram estendidas à presidente Leila Pereira, acusada de priorizar marketing e discurso em detrimento de títulos importantes, e ao diretor de futebol Anderson Barros, pela montagem de um “elenco desequilibrado e sem peças de reposição”, com carências em laterais e meio-campo criativo.


A partida que motivou o protesto foi decidida no início do segundo tempo, com o gol de Pablo Vegetti, após cruzamento de Fabrício Domínguez. Apesar de ter pressionado nos minutos finais e feito todas as substituições, o Palmeiras não conseguiu reverter o placar. Com a derrota, a equipe de Abel Ferreira permaneceu com oito pontos, perdendo a liderança do Grupo F da Libertadores para o Cerro Porteño, que agora soma nove pontos. A organizada concluiu o manifesto salientando que uma “temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência”, reforçando a necessidade de melhorias no elenco e na gestão do futebol.

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