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Aos 60 anos, árbitro Flavio Almendra volta aos ringues para luta de despedida

Veterano dos esportes de combate enfrenta Eduardo Canuto em Maceió

Vanity Brasil

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil

O árbitro Flavio Almendra, figura conhecida em eventos de luta pelo Brasil, prepara-se para um retorno inesperado ao ringue. Aos 60 anos, ele disputará uma luta oficial de boxe na próxima quarta-feira (10) em Maceió. No evento Coliseu Strikers, Almendra enfrentará Eduardo Canuto, de 64 anos, em um duelo que marca o retorno de ambos os veteranos à competição, após longos períodos de inatividade.

Conhecido principalmente por sua atuação como árbitro, Flavio Almendra surpreende ao calçar as luvas novamente, assumindo um papel de lutador que muitos de seus atuais admiradores nunca presenciaram. Seu oponente, Eduardo Canuto, irmão do repórter Márcio Canuto, também fará seu retorno após 14 anos afastado dos combates. Para Almendra, o hiato foi ainda maior, com mais de 25 anos desde sua última luta profissional.


A motivação para o retorno de Flavio Almendra transcende a paixão pelo esporte. Ele enxergou no convite uma oportunidade de encerrar um capítulo que, em suas próprias palavras, “ficou em aberto”. “Eu sempre ficava emocionado quando via um atleta fazer sua luta de despedida e colocar as luvas no centro do ringue. Eu nunca tive isso. Simplesmente parei de lutar. Agora apareceu a oportunidade de encerrar esse ciclo”, revelou. A luta será disputada nas regras do boxe, com seis rounds de dois minutos, permitindo nocaute ou decisão por pontos. A organização do evento visa registrar o combate no Guinness Book, buscando o recorde de luta oficial entre os atletas mais velhos na modalidade.

A trajetória de Flavio Almendra nas artes marciais começou ainda na infância, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, abrangendo judô, muay thai nos anos 1980, boxe, full contact, jiu-jitsu, luta livre e kickboxing. Sua notável carreira como árbitro, contudo, ofuscou sua história como competidor. “Todo mundo me conhece, mas quase ninguém me viu lutar. Eu estava me aposentando quando o Pedro Rizzo estava fazendo as primeiras lutas dele. A maioria das pessoas que me acompanha hoje só me conhece como árbitro”, explicou. Além do fechamento de ciclo, a luta tem um propósito familiar: a bolsa do combate ajudará a viabilizar a entrada para o financiamento do imóvel onde sua esposa administra um brechó há 17 anos. “Quando surgiu a oportunidade da luta, era praticamente o valor que eu precisava para completar a entrada. Eu entendi aquilo como uma oportunidade que apareceu no momento certo”, afirmou.

A volta aos treinos, que exigiu adaptação, e a grande expectativa do público tornaram-se combustível para Almendra. Desde o anúncio, mensagens de apoio e surpresa se multiplicaram entre atletas, treinadores e antigos companheiros. “Ninguém acreditava quando a notícia saiu. Depois que entenderam que era verdade, o telefone não parou. Tem gente querendo torcer por mim e tem gente querendo me ver apanhar também”, brincou ele. Apesar da rivalidade inerente ao esporte, o respeito pelo adversário permanece: Almendra recorda ter arbitrado uma luta de despedida de Canuto anos atrás, mas enfatiza: “Tenho profunda admiração por ele. Mas agora ele está no meu caminho. Dentro do ringue, é eu ou ele.” O evento Coliseu Strikers terá transmissão ao vivo para todo o Brasil pelo canal do Metrópoles no YouTube.

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