Agência nacional monitora 40 transferências em clubes brasileiros
Sistema de fair play financeiro já fiscaliza acordos celebrados neste ano
Vanity Brasil|Do R7

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), instalada em janeiro deste ano, está monitorando 40 transferências realizadas entre clubes brasileiros. A maioria dessas transações envolve equipes da Série A, marcando a implementação do sistema nacional de Fair Play Financeiro. Todos os acordos celebrados a partir de 2024 estão sujeitos às novas regras, visando assegurar a sustentabilidade e a conformidade nas operações financeiras do futebol.
A ANRESF, criada para regular e fiscalizar o setor, iniciou suas operações em janeiro com o objetivo de garantir a aplicação das normas do Fair Play Financeiro. Conforme o cronograma de implantação, todas as movimentações contratuais efetuadas neste ano devem obedecer aos parâmetros estabelecidos, o que significa que não podem gerar atrasos nos pagamentos. É mandatório que as transações sejam registradas no sistema da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com a devida indicação da forma de pagamento.
Das 40 transferências que já estão sob fiscalização da agência, 31 correspondem a contratações realizadas por clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. As nove transações restantes foram feitas por equipes da Série B. Negócios de destaque, como a aquisição do zagueiro Jemmes pelo Fluminense e do volante Marlon Freitas pelo Palmeiras, estão entre os que são acompanhados de perto. A agência estabeleceu três janelas anuais para o monitoramento desses contratos – em março, julho e novembro – nas quais os clubes precisam preencher formulários de autodeclaração.
Mesmo com as janelas de monitoramento programadas, clubes e atletas têm a prerrogativa de acionar a ANRESF a qualquer instante para reportar eventuais atrasos em pagamentos. A agência assume a responsabilidade de vigiar os dados fornecidos pelos clubes, verificar a conformidade com as regras do Fair Play Financeiro e, quando necessário, determinar a aplicação de sanções. Para presidir este importante órgão, foi escolhido o economista Caio Resende, que cumprirá um mandato de quatro anos, com possibilidade de uma recondução ao cargo.
É importante ressaltar que, até o mês de novembro, as diretrizes do Fair Play Financeiro são aplicadas exclusivamente aos acordos que foram assinados ao longo da temporada atual. Contudo, a partir de dezembro, o escopo de atuação da ANRESF será expandido para incluir também as dívidas anteriores acumuladas pelos clubes. Essa progressão visa consolidar um ambiente financeiro mais estável e transparente no futebol nacional, abarcando tanto as novas operações quanto os compromissos pré-existentes.














