Nada de Neymar ou Eto´o. Poucas horas antes do pontapé inicial do jogo entre Brasil e Camarões, a estrela da vez era Patrice Tonda.
Torcedor camaronês de 43 anos, ele chegou ao estádio Mané Garrincha usando camisa, chapéu e óculos com as lentes nas cores do seu país. Com esse visual, virou atração entre as dezenas de torcedores brasileiros que começavam a se aproximar do palco da partida muito antes da abertura dos portões.
Patrice posou para dezenas de fotos, com homens, mulheres, crianças de todos os Estados do Brasil, todos vestidos de verde e amarelo.
"Desde que cheguei aqui, não parei um segundo. Todo mundo me puxa para tirar fotos. Acho que esta confraternização é muito legal. O pessoal me aborda, fala comigo em inglês, francês, que saber mais sobre meu país, conversa sobre futebol ou sobre a vida, simplesmente", disse o camaronês à AFP.
Apesar da sua seleção já estar eliminada, com duas derrotas e nenhum gol marcado, o torcedor acredita que sua equipe terá condições de se redimir diante do Brasil. "Impossível não é camaronês. Acho que vamos ganhar por 2 a 1. E mesmo se perdermos, quero que a nossa equipe faça uma boa partida para honrar as cores do nosso país", explicou.
A cada vez que tira uma foto, Patrice brinca com os torcedores brasileiros. "Adoro falar com eles que os 'Leões Indomáveis' vão devorar o Brasil e todo mundo leva tudo numa boa. O ambiente aqui está maravilhoso", conta o camaronês, que mora em Paris, na França.
"Quando viajei, todo mundo me falava que iria ter muita violência, muita briga, mas não vi nada disso. Na semana passada, estava no Rio e tudo correu sem problemas", completou.
Em termos de assédio, Patrice tinha apenas uma concorrente, a pequena Gláucia, de dois anos e oito meses, e seu pequeno vestido verde e amarelo e sua estilosa tiara. Sob o olhar orgulhoso da mãe, a pequena também foi alvo de vários fotógrafos, inclusive da imprensa internacional.
"É a pequena rainha da Copa, ninguém usa um vestido igual ao dela. Eu mesmo desenhei e a madrinha dela costurou", revelou orgulhosa à AFP Maria Aline, mães da menina, que veio do interior de Pernambuco para acompanhar a seleção.
Sem medo dos leões africanos e com o apoio de torcedores de todas as idades, Neymar e companhia entram em campo para tentar garantir o primeiro lugar no Grupo A e finalmente engrenar na competição.
lg/dm
