O técnico de Camarões, o alemão Volker Finke, deixou claro que sua equipe está motivada, apesar da eliminação, e avisou que o Brasil pode esperar "um jogo difícil" nesta segunda-feira, em Brasília, por causa da pressão por atuar em casa na Copa.
"Acho que o jogo será difícil para o Brasil por causa da pressão. Estão em casa e precisam somar pelo menos um ponto para garantir a vaga nas oitavas de final. Infelizmente, não temos mais a pressão, então queremos apenas fazer um bom jogo", explicou o treinador.
A seleção camaronesa sofreu duas derrotas em dois jogos, contra o México na estreia (1-0) e Croácia na segunda rodada (4-0), e não marcou um gol sequer na competição.
Depois das duas derrotas, ninguém quer sair com uma má impressão. Queremos mostrar outra cara e trabalhar para a reputação do futebol camaronês", explicou Finke.
"Foi difícil motiva-los depois da eliminação, mas vi nos últimos dias que eles querem terminar numa nota positiva. Nos preparamos como se o jogo fosse decisivo", avisou.
O técnico também descartou qualquer possibilidade de manipulação de resultado da parte de apostadores, que pagariam os jogadores de Camarões para fazer 'corpo mole' e deixar passar um número pré-definido de gols, embora o diretor de segurança da Fifa tenha admitido que esta partida era de "alto risco".
"Conheço a equipe e é impossível, tenho certeza que não existe nenhuma preocupação em relação a este assunto. Não passa de rumores", garantiu o treinador.
Finke enfrentou vários problemas na preparação e a equipe quase não viajou ao Brasil por não ter chegado a um acordo sobre as premiações. "A guerra das premiações já passou, todo mundo quer fazer um bom jogo", esclareceu.
Dentro de campo, a seleção camaronesa também deu vexame, quando jogadores da própria equipe começaram a brigar entre si durante a goleada sofrida diante da Croácia.
Todo mundo viu um comportamento inaceitável (...). Temos que valorizar o 'fair-play' (jogo limpo), os jogadores profissionais que ganham muito dinheiro precisam ser um exemplo para os jovens", concluiu.
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