Técnico da Bulgária pede demissão após episódio de racismo
Balakov estava no comando da equipe na derrota por 6 x 0 para a Inglaterra, quando torcedores insultaram visitantes com imitações de macacos

O técnico da seleção da Bulgária, Krasimir Balakov, deixou seu cargo na sexta-feira (18), quatro dias depois que torcedores búlgaros submeteram os jogadores negros da Inglaterra a abusos racistas durante uma partida pela eliminatória da Euro 2020 em Sofia.
O treinador de 53 anos estava no comando da equipe na derrota por 6 x 0 para a Inglaterra na segunda-feira (14), quando alguns dos torcedores insultaram os visitantes com saudações nazistas e imitações de macacos, levando o árbitro a interromper o jogo duas vezes.
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A BFU (União Búlgara de Futebol), no entanto, disse em comunicado que Balakov pediu demissão devido ao recente desempenho insatisfatório da equipe e que o comitê executivo da entidade aceitou a demissão.
"Minha decisão de renunciar não tem nada a ver com o primeiro-ministro (Boyko) Borissov pedindo minha demissão no dia seguinte ao jogo contra a Inglaterra. Minha paciência acabou", disse Balakov à Sky Sports.
"Fizemos o que tínhamos que fazer em relação à segurança durante o jogo contra a Inglaterra. A Bulgária não é um país racista."
Balakov disse depois do jogo que não havia ouvido nenhum abuso racista nas arquibancadas, mas pediu desculpas à equipe inglesa pelo comportamento dos torcedores em um e-mail a repórteres na noite de terça-feira.
O presidente da BFU, Borislav Mihaylov, também renunciou e a polícia do país fez 12 prisões até agora.
