Nocaute no machismo: lutadora de MMA derrota youtuber após desafio na internet

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Kristopher Zylinski, mais conhecido como “Internet Troll”, afirmou recentemente em seu canal no YouTube que uma mulher jamais poderia ganhar dele em uma luta – nem mesmo uma profissional das artes marciais. Para tirar a prova, ele foi desafiado a encarar Tara LaRosa, lutadora de MMA aposentada há quatro anos. O resultado não poderia ter sido outro e Kristopher foi derrotado por Tara, que em 2017 já havia se manifestado contra o machismo ao aderir à campanha “#MeToo”.

É provável que o desfecho desse desafio tenha sido uma surpresa apenas para o próprio youtuber. Dificilmente alguém apostaria suas fichas nele quando sua adversária é uma lutadora treinada e experiente, ainda mais quando levamos em consideração o desempenho das lutadoras nos torneios de luta feminina, que já são muito comuns em sites de apostas UFC (Ultimate Fighting Championship).

“Estou treinada, ele não está, apesar da boa forma. Então… o que aconteceria? Também não é apenas por ter um condicionamento melhor. É algo mental. Ele não está preparado psicologicamente para isso”, afirmou Tara antes do combate. O desafio, vale citar, foi promovido pelo canal de artes marciais McDojo. A disputa durou apenas seis minutos, nos quais Kristopher foi ao chão duas vezes.

Tara é especialista em Jiu-Jitsu e venceu 22 de 27 lutas na sua carreira. Além disso, a lutadora conquistou diversas medalhas de ouro, sendo um dos principais nomes do MMA nos Estados Unidos na última década.

Mulheres na luta

Até não muito tempo atrás o UFC era um território 100% masculino. A primeira luta feminina na maior organização de MMA do mundo aconteceu apenas em 2013, depois de 20 anos do início do torneio, consagrando Ronda Rousey como a primeira mulher a vencer uma disputa no evento. Hoje em dia, apenas alguns anos após sua estreia, elas conquistam cada vez mais espaço.

Parte da trajetória de algumas das principais lutadoras brasileiras foi contada na série documental “Mulheres na Luta”, realizada por meio de uma parceria entre o UFC e o canal Combate. No programa, nove atletas contam suas histórias e falam sobre os desafios que enfrentam dentro e fora do octógono.

Dentre as entrevistadas está Jessica Bate-Estaca, primeira brasileira a entrar no octógono do UFC, em 2013, e ex-campeã peso-palha. No documentário, a lutadora, que recebeu a faixa preta de Jiu-Jitsu em setembro deste ano, falou sobre como é estar em um cenário que, antes, era exclusivamente masculino.

“Eu acho que mudou muito o cenário no MMA (para as mulheres). A gente está conseguindo, não só na profissão do MMA, mas também em todas as outras profissões, mostrar a nossa força, garra, que a gente pode ser o que a gente quiser, que a gente pode ter profissões arriscadas. Os homens estão respeitando”.

Brasileiras são destaque no UFC

O Brasil é destaque absoluto no UFC feminino. Das quatro categorias existentes, três já tiveram brasileiras campeãs. Para Evelyn Rodrigues, correspondente internacional do canal Combate e SportTV, a extraordinária performance de brasileiras na UFC não é por acaso, mas o resultado de muito trabalho.

“As lutadoras brasileiras são muito guerreiras. Muito antes de o MMA ser popular no nosso país elas já vinham desbravando o esporte, buscando seu espaço no meio dos homens, mesmo sem um treino adequado ou sem um processo de perda de peso desenhado pro metabolismo feminino. […] E aí elas foram evoluindo na base do esforço, da resiliência e do talento. Hoje temos quatro categorias femininas no UFC, mas desde o início as mulheres brasileiras sempre estiveram no topo dessas divisões”, afirmou Evelyn.

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