Gabi Garcia conta detalhes da criação de sua própria academia nos EUA e celebra: ‘Realização de um sonho antigo’

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* Multicampeã no Jiu-Jitsu e grande nome da história do esporte, Gabi Garcia estabeleceu mais uma importante ação para fincar de forma sólida seu legado na arte suave. Recentemente, a faixa-preta inaugurou sua própria academia, uma filial da Alliance localizada em Eastvale, cidade localizada no estado americano da Califórnia, no condado de Riverside.

Ter sua própria escola é o sonho de muitos atletas, e com Gabi não foi diferente. Tetracampeã do ADCC – maior competição de luta agarrada do mundo -, a gaúcha passou por um longo processo até encontrar o local ideal e deixar a academia da maneira como sempre idealizou. Em entrevista à TATAME, a lutadora deu detalhes de como surgiu a oportunidade para a construção da Alliance Eastvale.

“Era um sonho antigo que eu tinha. Quando a gente está no topo da carreira, competindo muito, é muito difícil ser professor e ter sua própria academia. Eu acho que foi a melhor coisa que eu fiz. Em janeiro do ano passado, após fazer a luta no evento de Ano Novo do Rizin, sofri uma lesão e tive que ficar fora, não lutei MMA em 2019. Mas eu queria competir, então optei por lutar o Pan-Americano da IBJJF, mesmo lesionada, mesmo sem treinar tanto de quimono, acabei ganhando peso e absoluto. Com isso, conversando com meu treinador de MMA, que é uma pessoa que conhece a região onde eu moro, falei que queria abrir minha academia de Jiu-Jitsu. Ele me disse que a cidade onde estamos, Eastvale, na Califórnia, não tinha boas academias de Jiu-Jitsu próximas, e a cidade está crescendo muito. Vim ver a cidade, que fica a 20 minutos de onde eu morava, gostei muito, comprei minha casa aqui e há oito meses eu achei esse espaço onde estamos agora. Para eu fazer minha academia, sempre tive a vontade de fazer do jeito que sempre sonhei… Eu queria chuveiros, vestiários, o melhor tatame, das cores até as medalhas na parede, tudo eu queria de um jeito que fosse como a minha casa”, contou Gabi Garcia, que também falou da sua rotina nos primeiros dias após a inauguração da academia.

“Foram oito meses de construção, onde estive presente todos os dias. Eu comecei a criar esse sonho e ocupar minha cabeça com a academia. Lutei o Fight to Win, evento que gosto muito de lutar, lutei o ADCC e fui campeã, onde estavam várias meninas da nova geração. Foi um ano bom, apesar da lesão, e a academia foi a realização de um sonho e tem sido melhor do que eu esperava. Os primeiros dias têm sido bem puxados. Eu tenho uma equipe que trabalha comigo, desde o meu empresário, uma pessoa que cuida só das minhas finanças, tenho os meus coaches e todos os dias estou na academia, de 5h30 até às 22h. Estou aqui nos primeiros dias, porque as pessoas querem vir me ver, querem tirar uma foto… A Alliance tem uma metodologia diferente das outras. A gente dá três aulas introdutórias para as pessoas, onde a gente ensina o básico e fundamental.

A gente ensina as pessoas a entenderem seu corpo, e o mais importante, a defesa pessoal. Damos a primeira aula gratuita para os nossos alunos, e se eles gostarem, eles têm mais duas aulas. Eu faço questão de estar em cima dessas aulas. Está sendo realizador para mim isso tudo, porque meu vizinho aqui é uma escola de Muay Thai, tem outras escolas de Jiu-Jitsu aqui perto, mas eu vejo que nosso diferencial é nossa qualidade de tatame, a infraestrutura como um todo. A gente recebeu mais de 180 pré-inscritos e estamos com um número muito grande de alunos, o que me deixa muito feliz. É a escola de uma mulher e isso me deixa muito feliz, porque a gente está passando por um momento onde as pessoas estão se vitimizando muito, é um ‘mimimi’ muito grande, de ‘mulher é isso, mulher é aquilo’, e eu abri minha escola, posso bater no peito e dizer que foi com o meu dinheiro, que fiz no MMA, que fiz no Jiu-Jitsu. Está sendo muito recompensador e já estamos cheios de alunos. É mais um passo para as mulheres verem que não existem limites quando você trabalha duro, depende do quanto você trabalha e se dispõe a ser a melhor no que faz. Tudo que me dispus a fazer, eu fiz muito bem. Eu fui campeã em tudo que me propus a disputar e agora estou com minha academia e está dando muito certo, graças a Deus”.

Por fim, ao ser questionada sobre a grande quantidade de academias nos Estados Unidos, Gabi afirmou que preza pela qualidade no ensino do Jiu-Jitsu, revelou academias que a inspiram na arte suave e o seu propósito com os alunos através da abertura de sua própria equipe.

“Aqui na Califórnia e nos EUA tem muita academia, mas acho que tem espaço para todos. O esporte cresceu muito e a gente tem espaço, e quanto mais escolas passarem um bom Jiu-Jitsu, melhor para o nosso esporte. Eu sou uma atleta multicampeã, minhas medalhas estão na frente da academia, mas o que quero passar para meus alunos não é apenas ter títulos, mas como chegar a eles, a ser mais confiante na vida, como tratar o bullying, que foi uma coisa que sofri bastante e acho que passar isso da confiança para os meus alunos vai ser muito bom. Não que eu não tenha medos, mas eu tenho confiança de que farei o meu melhor sempre. Eu me baseio em muitas escolas como exemplo, como as Alliance’s, que é minha escola e temos sempre que usar a mesma metodologia. Tem a Atos em San Diego, que eu acho que é uma academia exemplo para todos, desde o tatame até a metodologia do André Galvão e da Angélica, os alunos não são só um número. Tem também a academia do Cobrinha, são academias grandiosas. Quando as pessoas vêm para a nossa academia, elas se assustam com o tamanho do nosso tatame principal, mas essa é a estrutura que quero dar aos meus alunos. Quero fazer uma escola não apenas para campeões, mas uma escola que mude a vida das pessoas como um todo. Os planos em 2020 são de oferecer a eles a melhor metodologia da Alliance, dar aos coaches todos os cursos da Alliance, passar o melhor Jiu-Jitsu. Pretendo estar na academia o máximo que conseguir, supervisionando tudo, porque ainda vou continuar competindo. Abrindo a escola, só me fez ver que eu quero mais um Pan-Americano, mais um Mundial. Faz tempo que venho falando isso, mas nunca dava para lutar o Mundial e eu não posso deixar passar esse ano, porque está vindo uma geração muito forte e a idade vem chegando (risos), então esse ano, quem sabe, seja meu último Mundial. Estou respirando Jiu-Jitsu 24 horas por dia e estou muito feliz com esse momento que estou vivendo”, encerrou.

* Por Mateus Machado

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