O tenista número 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal, terá uma chave complicada em sua volta ao Aberto da Austrália, que começa na segunda-feira, depois do sorteio realizado nesta sexta-feira.
Nadal, que venceu o Aberto da Austrália - primeiro Grand Slam da temporada - em 2009 e foi finalista em 2012, não jogou no ano passado devido a uma grave lesão no joelho.
O espanhol caiu numa chave complicada se comparado com outro grande favorito, o sérvio Novak Djokovic, que tem um caminho mais tranquilo, pelo menos até as quartas de final.
Na estreia, Nadal tem um duelo marcado com o jovem australiano Bernard Tomic, de 21 anos.
Apesar de ainda não ter correspondido às expectativas, Tomic é um dos tenistas mais talentosos da nova geração e chegará a Melbourne com muita confiança depois de ter se classificado nesta sexta-feira para a final do torneio de Sydney, onde enfrentará o argentino Juan Martín del Potro.
Nadal, contudo, é o claro favorito, principalmente numa competição de cinco sets.
Se Nadal avançar à segunda rodada, o rival deve ser menos duro, antes de provavelmente encarar na etapa seguinte o francês Gael Monfils, cabeça de chave nº 25 e que pouco a pouco vem encontrando seu melhor tênis (foi 7º da ATP em 2011), após seguidas lesões.
Nas oitavas de final, 'Rafa' deve medir forças com o japonês Kei Nishikori, atual nº 17 do mundo, outro jovem que vem se destacando no circuito.
Na rodada seguinte, se as previsões se concretizarem, Nadal decidirá a vaga nas semifinais com o argentino Juan Martín del Potro (N.5), que em seu primeiro torneio na temporada, em Sydney, se classificou para a final.
Del Potro é, no momento, a maior ameaça para acabar com o domínio do chamado 'Big Four', o grupo formado por Nadal, Djokovic, o suíço Roger Federer e o britânico Andy Murray, que venceram 31 dos últimos 32 torneios de Grand Slam.
O outro foi justamente vencido por Del Potro, em 2009 no US Open, diante de Federer.
Nesta sexta-feira, depois de se classificar para a final do torneio de Sydney, Del Potro admitiu que um de seus grandes objetivos nesta temporada é voltar a vencer um dos quatro grandes torneios do ano.
Os integrantes do Big Four "ainda estão jogando muito bem e são os favoritos em cada Grand Slam, mas tenho experiência neste tipo de torneio e, se eu jogar bem, se estiver em forma, tentarei ser um perigo para eles", explicou.
Nas semifinais, Nadal pode encontrar Murray, finalista no ano passado, mas que volta às quadras após vários meses lesionado, ou Federer, campeão em quatro edições do Aberto australiano.
A dura chave de Nadal contrasta com a de Djokovic, que buscará seu quinto título na Austrália, o quarto consecutivo.
Djokovic não deve cruzar com um rival de peso até as oitavas, quando pode medir forças com o suíço Stanislas Wawrinka (N.8), no que seria a reedição das oitavas de final do ano passado, quando o sérvio suou muito para vencer (12-10 no quinto set).
Se passar por Wawrinka, Djokovic terá sua chegada à final ameaçada apenas nas semifinais, pois podem estar esperando o espanhol David Ferrer (N.3) ou o tcheco Tomas Berdych (N.7).
Na chave feminina, a número um do mundo Serena Williams não parece ter rival à altura até as semifinais. Nessa fase, ela provavelmente enfrentará a chinesa Li Na (nº 4) ou a tcheca Petra Kvitova (nº 6).
A americana, contudo, não pode esquecer que sofreu duas derrotas inesperadas nos últimos dois Abertos da Austrália, diante da compatriota Sloane Stephens nas quartas de final em 2013, e nas oitavas de 2012, para a russa Ekaterina Makarova.
A bielorrussa Victoria Azarenka, campeã na Austrália nas últimas duas edições, precisa superar a polonesa Agnieszka Radwanska (N.5) nas quartas e a russa Maria Sharapova (N.3) nas semifinais para chegar novamente à grande final.
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