Esportes Son, do Tottenham, começa a cumprir o serviço militar na Coreia do Sul

Son, do Tottenham, começa a cumprir o serviço militar na Coreia do Sul

Principal jogador da Coreia do Sul, o atacante Son Heung-min, astro do Tottenham, iniciou nesta segunda-feira o período de três semanas cumprindo o serviço militar obrigatório em seu país, de acordo com a imprensa local.

Son, de 27 anos, está servindo no 91.º batalhão da 9.ª brigada do corpo de fuzileiros navais, localizado na ilha de Jeju, ao sul da península coreana. O atacante aproveitou a suspensão das competições no futebol inglês para cumprir o serviço militar.

O atacante do Tottenham, uma das personalidades mais populares de seu país, havia anunciado em março por meio de um porta-voz que precisava "fazer sua formação militar no início de abril". "Decidimos que nada será aberto ao público, para estar em conformidade com as medidas do governo (sul-coreano) no luta contra a covid-19", disse na época o porta-voz.

Son havia sido liberado de cumprir o serviço militar obrigatório de quase dois anos, que poderia ter colocado a sua carreira de jogador em perigo, graças à medalha de ouro que conquistou com a seleção sul-coreana nos Jogos Asiáticos de 2018, na Indonésia.

A Coreia do Sul possibilita que um cidadão seja liberado do serviço militar obrigatório caso contribua para melhorar a imagem do país no exterior.

O título nos Jogos Asiáticos permitiu a Son cumprir com suas obrigações militares por só três semanas de treinamento de base e cerca de 500 horas de trabalho voluntário. Se não tivesse vencido a competição, o jogador teria, por lei, que cumprir quase dois anos de serviço.

Machucado desde meados de fevereiro, quando fraturou o braço em partida do Campeonato Inglês contra o Aston Villa, Son foi autorizado no final de março pelo Tottenham para voltar à Coreia do Sul por "motivos pessoais", após a suspensão de todas as competições de futebol devido à pandemia do novo coronavírus.

Ainda não há uma definição de quando o futebol inglês será retomado. Certo é que a Grã-Bretanha estendeu o "lockdown", ou suspensão total das atividades no país, por mais três semanas.

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