Esportes Soldados ucranianos só pedem uma coisa: classifiquem para a Copa, diz jogador Stepanenko

Soldados ucranianos só pedem uma coisa: classifiquem para a Copa, diz jogador Stepanenko

UCRANIA-CRISE-FUTEBOL:Soldados ucranianos só pedem uma coisa: classifiquem para a Copa, diz jogador Stepanenko

Reuters - Esportes

LJUBLJANA (Reuters) - A Ucrânia irá jogar com a alma e o coração para ganhar as partidas das eliminatórias da Copa do Mundo para atender o pedido dos soldados do país que estão lutando contra a invasão russa, afirmou nesta sexta-feira o meia Taras Stepanenko.

A seleção ucraniana, que jogou pela última vez na vitória contra a Bósnia Herzegovina por 2 x 0 em novembro, enfrentará a Escócia na semifinal da repescagem europeia em 1º de junho, e o vencedor da partida enfrentará Gales para decidir uma vaga no Mundial do Catar no final do ano.

A Ucrânia irá disputar um amistoso contra o Borussia Moenchengladbach, equipe da primeira divisão do Campeonato Alemão, no dia 11 de maio, na primeira partida desde a invasão, que é chamada por Moscou de "operação especial".

"Todos os dias recebemos mensagens dos nossos soldados. Muitos soldados, muitas pessoas na Ucrânia amam o futebol e eles têm apenas uma exigência: 'Por favor, façam tudo o que puderem para ir à Copa do Mundo', afirmou Stepanenko em entrevista coletiva.

"Para o país, para eles, é como um momento de esperança. Será como uma celebração para o país. E é por isso que temos que jogar, não apenas um jogo de futebol, temos que jogar com nossa alma, com nosso coração", disse. "Isso é muito, muito importante. Será muita emoção para o meu país, para nossos jogadores e para toda a Ucrânia".

A equipe está treinando na Eslovênia, e Stepanenko diz que não é fácil ler as notícias sobre a situação de seu país.

"Todos os dias vemos as fotos, vídeos, sobre o que aconteceu no meu país, e todas as vezes falamos sobre esses caras, às vezes é difícil", acrescentou. "Mas entendemos o que esse jogo significa para nós e precisamos fazer tudo o que pudermos para fazer o nosso melhor".

(Reportagem de Antonio Bronic)

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