Esportes Seleção inglesa sofre racismo na Hungria e federação pede investigação da Fifa

Seleção inglesa sofre racismo na Hungria e federação pede investigação da Fifa

A Federação Inglesa de Futebol (FA) se manifestou em um comunicado nesta quinta-feira contra mais um caso de racismo. Sterling e Bellingham foram alvo de torcedores da Hungria, em Budapeste, na vitória da Inglaterra por 4 a 0, pelo Grupo I das Eliminatórias da Copa do Mundo. Os intolerantes dirigiram gritos e sons de macaco contra os dois jogadores.

"É extremamente decepcionante ouvir relatos de ações discriminatórias contra alguns de nossos jogadores. Pediremos à Fifa que investigue o assunto. Continuamos a apoiar os jogadores e funcionários em nossa determinação coletiva de destacar e combater a discriminação em todas as suas formas", disse a FA, em comunicado.

Antes da posição oficial da Federação Inglesa de Futebol, os jogadores já haviam repudiado o ocorrido. "É totalmente inaceitável", reagiu o atacante Harry Kane, revoltado. "Esperamos que a Uefa seja dura com ele nas punições, é tudo que podemos pedir. Isso é inaceitável, de todos os pontos."

O atacante disse não ter percebido durante o jogo a atitude desses torcedores. "Só descobri depois do jogo. Mas é totalmente inaceitável. Já estivemos em situações como essa antes. Obviamente, sei que a FA fará tudo o que estiver ao seu alcance para tentar resolver a situação."

As manifestações começaram até antes do início da partida. Os ingleses se ajoelharam como sinal de protesto ao mesmo tempo em que eram ofendidos pelos húngaros.

O técnico Gareth Southgate também se manifestou. "Todos sabem o que defendemos como time e isso é completamente inaceitável. Foi relatado. Nosso diretor de segurança conversou com os jogadores e pegou o depoimento deles. Vamos lidar com isso por meio dos canais certos. Acredito que as pessoas foram filmadas e temos esperança de que a situação será tratada da maneira certa."

"O mundo está se modernizando e, embora algumas pessoas ainda fiquem presas às suas maneiras de pensar e aos seus preconceitos, elas serão dinossauros no fim das contas porque o mundo está mudando", acrescentou o treinador.

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