São Silvestre 2017 é marcada por duelo de africanos por hegemonia
Desde de 2010, entre homens e mulheres, só quenianos e etíopes vencem

A edição de 2018 da São Silvestre, que acontece neste domingo (31), às 8h20, será mais uma vez marcada pelo duelo entre atletas do Quênia e da Etiópia.
Na prova masculina, a última vitória brasileira foi em 2010, com Marílson Gomes dos Santos. De lá pra cá foram três triunfos para cada rival africano.
Entre as mulheres, o domínio do continente é ainda maior. Desde 2006, quando a mineira Lucélia Peres foi campeã, as etíopes ganharam três vezes, e as quenianas, seis.
Entre os principais homens que correrão nas ruas de São Paulo há um campeão de cada país. O etíope, Dawitt Admasu, vencedor de 2014 e vice no ano passado, e o queniano Stanley Biwott, campeão em 2015.
Outro queniano favorito é Paul Lonyangada, vencedor da Maratona de Paris de 2017. Mesmo sendo estreante na prova, está muito confiante.
"Eu vim para vencer. Sei que é uma boa prova, que tem boas pessoas, e adoro estar aqui. Estou num momento bastante positivo e espero poder mostrar isso vencendo no domingo".
Já entre as mulheres, só a Etiópia terá campeã participando. Campeã não, bicampeã. Será Ymer Wude vencedora de 2014 e 2015. Pelo Quênia o destaque é Leah Jerotich, vencedora da Maratona de São Paulo de 2017.

Frank Caldeira, vitorioso em 2006, e Giovani dos Santos são os principais corredores brasileiros na prova.
Giovani, quarto colocado no ano passado, acredita que pode acabar com a hegemonia estrangeira.
“Preparei-me bem e chego na melhor condição de todos os anos. Sabemos que os africanos têm um grupo forte, mas a São Silvestre é uma caixinha de surpresa. Quem está na prova está na briga e pode conseguir vencer. Vamos tentar até o final”, comentou o corredor brasileiro.
