O presidente do Comitê Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, declarou neste domingo, em Buenos Aires, que a entidade goza de ótima saúde financeira e poderia até sobreviver ao cancelamento de uma edição dos Jogos.
"Temos uma reserva, que, junto com a apólice de seguro que cobre o cancelamento dos Jogos, garantiria o funcionamento do COI caso o evento seja atingido por uma grave crise", afirmou o dirigente.
Mesmo não fazendo menção direta à organização dos Jogos do Rio-2016, este comentário do dirigente pode servir de alerta para mostrar que a entidade não descarta a possibilidade de cancelamento dos Jogos.
Na semana passada, o jornal O Estado de São Paulo publicou um relatório 'estritamente confidencial' que apontava vários atrasos que colocariam a realização do evento em risco, mas Nawal El Moutawakel, presidente da Comissão de Avaliação do COI, minimizou o teor deste documento.
Mesmo assim, a dirigente, em coletiva realizada ao final da quinta visita de inspeção da entidade ao Rio, lembrou que os prazos continuam "muito apertados".
"O Rio precisa continuar focando nas prioridades: a definição da matriz de responsabilidade, a entrega das instalações esportivas e associar a infraestrutura necessária para a realização dos Jogos", resumiu El Moutawakel.
Na entrevista coletiva deste domingo, Rogge, de 71 anos, que deixará o cargo na terça-feira, quando um novo presidente será eleito, forneceu mais detalhes sobre a solidez financeira do COI.
"A fundação olímpica, a nossa reserva, aumentou de 105 milhões para 901 milhões de dólares de dezembro de 2001 a dezembro de 2012", explicou o belga, que justificou esses resultados pelo "êxito das receitas de patrocínio e de direitos de transmissão".
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