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Real bate Atlético conquista décima 'Champions' em final eletrizante

|Do R7

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Um Real Madrid heroico fez história ao derrotar de virada o Atlético de Madri por 4 a 1, neste sábado no estádio da Luz de Lisboa, na prorrogação da final da Liga dos Campeões, e conquistou a tão cobiçada décima "taça orelhuda", que buscava há 12 anos.

O gol do Atlético foi marcado de cabeça pelo zagueiro uruguaio Diego Godín, aos 36 minutos do primeiro tempo.


O time 'colchonero' chegou a ficar com a mão na taça, mas Sergio Ramos salvou o Real nos acréscimos da partida e levou o jogo para a prorrogação.

No tempo extra, o galês Gareth Bale aproveitou de cabeça uma jogadaça do argentino Ángel Di Maria para fazer 2 a 1 para aos 'Merengues', aos 4 minutos do segundo tempo da prorrogação.


O lateral brasileiro Marcelo, que entrou no decorrer da partida, ainda teve tempo para marcar o terceiro gol do Real, aos 12 minutos.

O gol que selou o título 'Merengue' teve alto valor simbólico. Foi marcado por ninguém menos que Cristiano Ronaldo, que jogava 'em casa' em Lisboa e converteu um pênalti aos 15, melhorando seu recorde ao somar o 17º gol da temporada na competição.


O Real já havia levantado a taça em 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1966, 1998, 2000 e 2002.

O Atlético, que sagrou-se campeão espanhol pela décima vez na semana passada, perdeu a oportunidade de conquistar seu primeiro título na 'Champions', 40 anos depois de amargar o vice-campeonato, quando foi superado pelo Bayern de Munique em 1974.


O primo pobre perdeu para o rico, o irmãozinho foi superado pelo primogênito. Davi, desta vez, não fez milagre e Golias foi o vencedor. Não importa a metáfora, o Atlético fez o que pôde, mas continuará na sombra do gigante rival da capital espanhola, o Real.

A noite tinha começado bem para os torcedores 'colchoneros', que receberam uma boa notícia ao chegarem no Estádio da Luz de Lisboa.

O artilheiro do time na temporada (35 gols em 51 jogos) o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, que era dúvida para a grande decisão, entrou em campo como titular.

A alegria, porém, não durou muito. Com nove minutos de jogo, o atacante pediu para sair de campo, como já havia feito na semana passada contra o Barcelona. Adrián Lopez entrou em seu lugar.

No Real, o técnico Carlo Ancelotti optou pelo alemão Sami Khedira, que praticamente não jogou desde novembro, quando sofreu uma grave lesão no joelho, no lugar de Xabi Alonso, cão de guarda da defesa 'Merengue' e um dos líderes da equipe.

Em campo, o que se viu no primeiro tempo foi um jogo truncado, de muita marcação e poucas chances de gol.

O Atlético, que talvez seja a equipe no mundo que melhor encarne o espírito de seu treinador, o ex-volante argentino Diego Simeone, mostrou novamente a garra e a aplicação tática de toda a temporada.

O craque Cristiano Ronaldo esteve sumido no primeiro tempo, aparecendo somente numa cobrança de falta que o goleiro belga Thibault Courtois defendeu com segurança, aos 28 minutos.

Normalmente muito participativo, CR7 parecia estar sofrendo ainda com a lesão que vem arrastando nesta reta final de temporada, mas ficou em campo até o apito final.

Aos 32, o Atlético quase deu um tiro no próprio pé. O português Tiago tentou tocar para Filipe Luís na esquerda, mas a bola foi parar nas chuteiras de Gareth Bale. O galês aproveitou para fazer o que faz de melhor: correu em direção ao gol num rápido contra-ataque, invadiu a área, mas chutou para fora a melhor chance da partida.

Se o ponto forte de Bale, a velocidade, não foi suficiente para marcar, o do Atlético, o jogo aéreo, acabou sendo. Aos 36 minutos, Juanfran cruzou para a área e Godín aproveitou a saída errada de Casillas para encobrir o goleiro com um toque de cabeça.

O goleiro da seleção espanhola ainda tentou alcançar, mas a bola já havia cruzado a linha de gol.

Na semana passada, Godín, já tinha marcado o gol do título espanhol, ao empatar a partida contra o Barcelona (1-1) em pleno Camp Nou, garantindo o troféu nacional para o clube madrilenho.

Mesmo com a fraca atuação no primeiro tempo, Ancelotti não mudou o Real no intervalo, confiando que seu meio de campo encontraria soluções para furar a sólida defesa 'Colchonera'.

Aos 7 minutos, Di María respondeu à confiança do treinador, fez fila na defesa do Atlético e só foi parado com falta por Miranda.

Precisando de um gol para levar o jogo à prorrogação e sentindo o tempo passar, o Real se lançou com tudo ao ataque.

Aos 27, após boa triangulação com Modric e Cristiano Ronaldo, Bale acertou uma bomba de esquerda de fora da área, mas a bola passou à esquerda do gol de Courtois. Modric, que enfrentará o Brasil na abertura da Copa do Mundo com a seleção croata, foi crescendo na partida e distribui bons passes em busca do empate 'Merengue'.

Aos 32, Bale recebeu na esquerda e deixou Gabi para trás na corrida, invadiu a área mas chutou o chão na hora de finalizar.

A pressão do Real foi avassaladora, com muitas bolas alçadas na área 'Colchonera'. Na última delas, Modric cobrou um escanteio e Sérgio Ramos salvou a temporada do Real, marcando o gol de empate nos acréscimos.

O zagueiro espanhol, autor de dois gols nas semifinais contra o Bayern de Munique, subiu sozinho e acertou uma linda cabeçada que Courtois, com 1,99 m, não alcançou.

Foi uma ducha de água fria para os jogadores e torcedores do Atlético, que foram atropelados pelo Real no tempo extra.

Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Di Maria fez uma linda jogada pela direita, driblou três jogadores 'Colchoneros' e chutou. Courtois pegou, mas a bola sobrou na cabeça de Bale, que marcou o gol do título 'Merengue'.

Morto em campo, o Atlético viu o lateral brasileiro Marcelo avançar sem marcação e fazer o terceiro com um chute de fora da área.

CR7 ainda deixou o dele de pênalti para fechar de forma apoteótica a noite histórica do Real.

am/lg

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