Patrocinado por concorrente, Bad Bunny dá ‘jeitinho brasileiro’ para vestir camisa da Seleção em shows; entenda
Cantor porto-riquenho escolheu modelo retrô da Copa de 1962 para a primeira noite e agasalho do Rei Pelé usado no Mundial de 1966 para a segunda
Bad Bunny é o nome do momento da música pop mundial. Em turnê pelo Brasil, o cantor porto-riquenho levou milhares de pessoas ao Allianz Parque, em São Paulo, nas duas únicas apresentações no país.
Em um dos momentos mais aguardados pelos fãs, Benito Ocasio, nome real do artista, surge em um cenário chamado “casita” para cantar “Tití Me Preguntó”. Nessa hora, o cantor costuma escolher visuais diferentes para cada show. Os looks das duas performances foram assinados por Marvin Linares e Storm Pablo.
Primeira noite
Bad Bunny optou por uma camisa da Seleção Brasileira de futebol na sexta-feira (20). Porém, qualquer peça atual canarinha estava vetada, já que o artista é patrocinado pela adidas e o Brasil, pela Nike.
Diante dessa barreira, Benito precisou pensar fora da caixa, ou melhor, dar um jeitinho brasileiro. Ele vestiu uma peça retrô inspirada no uniforme da Copa de 1962, quando a Seleção foi campeã do mundo pela segunda vez, e que não tem nenhuma marca aparente. A escolha do porto-riquenho surpreendeu até a fabricante da camisa, que foi adquirida no varejo de forma espontânea e independente.
“A marca enxerga o episódio como um reflexo da potência simbólica do futebol brasileiro e do legado construído ao longo de décadas, e recebe com orgulho a visibilidade de um uniforme que faz parte da história do futebol brasileiro e segue como símbolo atemporal do esporte.”
A Athleta foi a fornecedora esportiva do Brasil nos três primeiros títulos mundiais (58,62 e 70) e ficou conhecida por ser a única a vestir Pelé enquanto ele jogou profissionalmente.
A camisa usada por Benito no show tem justamente o número dez, que ganhou projeção global com o Rei. A peça é vendida no site da marca por R$ 199,99.
Segunda noite
No sábado (21), Bad Bunny seguiu a mesma linha e resgatou um moletom usado por Pelé na Copa do Mundo de 1966. O agasalho, também produzido pela Athleta, faz parte do acervo do Alambrado Futebol e Cultura, do Cássio Brandão, o maior colecionador de camisas de futebol reconhecido pelo Guinness Book, o livro dos recordes.
Artigos originais da época são considerados raríssimos e o valor é difícil até de calcular. Um exemplar semelhante, usado pelo Rei na Copa do Mundo de 1958, está em exposição no Museu do Futebol, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.
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