Logo R7.com
RecordPlus

Relembre jogos que mostram que o Derby é imprevisível e o favoritismo não entra em campo

Mesmo quando estão em meio a filas e pressões, Corinthians e Palmeiras já provaram que isso não significa nada

História em Campo|Ivan BelmudesOpens in new window

  • Google News
Mesmo em fases opostas, Palmeiras e Corinthians mostram que em clássico a história pesa mais que o momento Cesar Greco/Palmeiras

Corinthians e Palmeiras se enfrentam em mais um capítulo da histórica rivalidade entre os dois clubes. O clássico será o último da primeira fase do Paulistão, às 20h30, deste domingo (8), com transmissão da RECORD.

O Palmeiras vem de uma fase incrível de títulos neste ano, com conquistas de Libertadores, Campeonatos Paulistas e Brasileiros, aumentando ainda mais a já vasta galeria de títulos do clube.


Dia de jogo também é dia de churrasco. Manda brasa. É Perdigão Na Brasa!

Já o Corinthians apesar de viver nos últimos anos uma fase mais modesta de conquistas, pode se gabar de ser o último Campeão Paulista e da Copa do Brasil.

Nossa viagem histórica será para dois Derbys Paulistas justamente em momentos difíceis de ambos os clubes, que mostram que a fase, nem sempre é garantia de sucesso num clássico.


bet365, o extraordinário acontece aqui.

1975, fila corintiana…

O Corinthians era um time que já enfrentava a pressão de intermináveis 21 anos de fila desde a última conquista do clube.

O Palmeiras, por sua vez, desfrutava da excelente fase da segunda academia do Palestra, com jogadores badalados e grandes craques que seriam para sempre lembrados pelos torcedores…


Basílio, ídolo de 1977, já era jogador do Corinthians em 1975 @Corinthians (X)

Nada disso entrou em campo no dia 7 de agosto de 1975, pois naquela noite de quinta-feira o estádio do Morumbi viu o Corinthians já eliminado (no hexagonal final do Paulistão) tirar todas as chances do arquirrival com uma inesperada e festejada vitória.

Logo no primeiro tempo Adilson Miranda, atacante vindo do Paysandu para o timão no mesmo ano, fez o primeiro gol, após vencer Luís Pereira que se jogou na bola em carrinho desesperado, o centroavante fulminou o ângulo esquerdo de Emerson Leão.


No segundo gol o ponta esquerda Pita avançou pelo meio de campo e lançou Vaguinho, que mesmo dominando mal, passou pelos zagueiros palestrinos, gerando uma saída atabalhoada do excelente Emerson Leão, eis que a bola sobrou viva e pronta para ser chutada para o gol, na frente do atacante Adilson, que marcou o segundo gol do time, praticamente sacramentando a vitória.

Ainda deu tempo do Palmeiras diminuir, o ponta direito Edu Bala levantou na área, Nei deu uma casquinha e a bola sobrou para o Talismã, como era conhecido o atacante Fedato, marcar para o Verdão, mas o gol não foi suficiente para evitar a derrota.

Campeonato Paulista

Local: Morumbi

Árbitro: José de Assis Aragão

Gols: Fedato (Palmeiras); Adílson (duas vezes) (Corinthians)

Cartão vermelho: Luís Pereira (Palmeiras);

PALMEIRAS: Leão; Eurico, Luís Pereira, Arouca, Zeca (João Carlos), Édson (Ronaldo), Ademir da Guia, Edu, Leivinha, Fedato e Nei. Técnico: Valdir Joaquim de Moraes

CORINTHIANS: Sérgio; Zé Maria, Darcy, Ademir, Cláudio Marques, Ruço, Basílio, Vaguinho (Luís Antônio), Adílson, Zé Roberto e Pita (Nilton). Técnico: Dino Sani

1989, fila palmeirense…

O Corinthians era o atual campeão Brasileiro e tinha um time muito bem formado, que seria a base para a conquista do Brasileirão de 1990.

O Palmeiras, no entanto, vivia a pressão pela fila de conquistas, que já durava 13 anos, nesta altura. No campo, o que se viu na partida válida pela primeira fase do Paulistão foi outra coisa.

O meia Edu era um dos maiores ídolos da fila palmeirense @Palmeiras (X)

Mais de 100 mil torcedores lotaram o Morumbi com público dividido (que saudades) com bandeiras e muita festa.

O gol palmeirense é histórico, o meia Edu, ostentando a camisa 10 do Verdão partiu pela ponta direita do ataque e cruzou para o outro lado da área, Neto (ele mesmo) apareceu e cabeceou para vencer o goleiro Ronaldo, no finalzinho do primeiro tempo, o futuro ídolo corintiano comemorou beijando o escudo do Palmeiras e provocando a torcida alvinegra.

No segundo gol, já na segunda etapa, Neto correu pela ponta direita, passou com facilidade pela marcação e tocou a bola para o meio da área, onde o artilheiro Gaúcho apenas complementou para as redes, dando números finais a partida…

Campeonato Paulista

Local: Morumbi

Árbitro: José Roberto Wright

Gols: Gaúcho e Neto (Palmeiras)

CORINTHIANS: Ronaldo Giovanelli; Wilson Mano (Ari Bazão), Marcelo, Dama, Dida, Márcio, Gilberto Costa (Mauro), Barbiéri, Marcos Roberto, Ribamar e João Paulo. Técnico: Ênio Andrade

PALMEIRAS: Velloso; Édson, Toninho, Darío Pereyra, Abelardo, Júnior, Gérson Caçapa, André (Eraldo), Edu Manga, Gaúcho e Neto (Lino). Técnico: Émerson Leão

Imprevisível

Os jogos que relembramos hoje marcam uma das principais características que tornam os clássicos tão especiais, as rivalidades tornam os confrontos ainda mais equilibrados, com isso os jogos são ainda mais imprevisíveis e gostosos de acompanhar.

Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.