Com recorde de público, São Paulo é campeão do Brasileirão Feminino pela primeira vez
Soberanas batem o Corinthians no placar agregado e ficaram com o título; com quase 50 mil pessoas no Morumbis, final registra maior público do futebol feminino de clubes da América Latina

O São Paulo é o campeão do Brasileirão Feminino 2026. As Soberanas empataram por 1 a 1 com o Corinthians neste sábado (3), no Morumbis, mas fizeram valer a vantagem do primeiro jogo, quando venceram por 2 a 1. Com o placar agregado de 3 a 2, o time comandado por Thiago Viana levantou a taça do torneio pela primeira vez.
Além do título, o São Paulo fez história e quebrou o recorde de público de clubes do futebol feminino da América Latina. No total, 49.405 mil pessoas marcaram presença nas arquibancadas do Morumbis na partida de hoje.
Vale lembrar que o recorde era de 44.529 torcedores, número estabelecido justamente na final do Campeonato Brasileiro Feminino de 2024, também em um Majestoso, na Neo Química Arena.
Título inédito
Com três participações em finais de Brasileirão Feminino, o São Paulo se considera o primeiro campeão do torneio. Em 1997, as Soberanas venceram o I Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, realizado pela CBF. A competição veio após a Taça Brasil de Futebol Feminino, que aconteceu entre os anos de 1997 e 2000.
Em 2013, o Brasileirão Feminino voltou a ser disputado e a CBF considera oficialmente os títulos brasileiros somente a partir desta edição.

Como foi o jogo?
O São Paulo saiu na frente no jogo de hoje, com gol de Bia Menezes aos 10 minutos. A camisa 23 recebeu pela esquerda, invadiu a área e chutou cruzado. Nicole não conseguiu espalmar e a bola morreu no fundo das redes: 1 a 0.
O Corinthians reagiu e respondeu aos 18 minutos depois de um presente da goleira Carlinha. Juliete pressionou a arqueira tricolor na saída de bola e levou a melhor Ficou fácil para a camisa 22 das Brabas marcar: 1 a 1.
Aos 23 minutos, as Soberanas marcaram mais uma vez, mas o gol foi anulado por impedimento. Serrana recebeu pela direita e cruzou na medida para Crivelari, que cabeceou no canto, sem chances para defesa de Nicole. Na sequência, porém, a auxiliar assinalou impedimento no ataque do São Paulo.
No segundo tempo, aos 19 minutos, as Brabas tiveram a chance de virar a partida com Gabi Zanotti, de pênalti. A árbitra, acionada pelo VAR, confirmou a penalidade máxima depois de uma falta cometida por Robinha em Érika na área. A camisa 10 chutou fraco no canto esquerdo do gol e parou na defesa da Carlinha.
O caminho até a taça
São Paulo chegou à final do Brasileirão Feminino após 21 jogos, sendo 17 na primeira fase e quatro no mata-mata.
As Soberanas chegaram à decisão com a melhor campanha da primeira fase, com 41 pontos, 13 vitórias, dois empates e duas derrotas. Nas quartas, empataram por 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, e venceram por 2 a 0 no Brinco de Ouro. Na semifinal, passaram pelo Flamengo com duas vitórias, por 3 a 1 fora de casa e 1 a 0 em Campinas.
Na grande final, as Soberanas venceram o Corinthians pela primeira vez na Neo Química Arena, por 2 a 1, no jogo de ida.
Com o poder de decidir em casa e a vantagem, o São Paulo conquistou a taça após empatar em 1 a 1 no Morumbis, na partida de volta.
Premiação do campeão
A CBF aumentou os valores distribuídos aos clubes na edição de 2026 do Brasileirão. O São Paulo receberá R$ 2 milhões, enquanto o Corinthians ficará com R$ 1 milhão. Os demais participantes também receberam uma cota de R$ 720 mil, além de R$ 20 mil por cada partida transmitida em rede nacional.
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