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Entre Curvas com Renata Garofano: F1 Além da Pista - R7

A Fórmula 1 já começou a mudar — e não foi na pista

Saídas, promoções e decisões silenciosas já moldam a temporada de 2026

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A temporada 2026 da F1 já apresenta mudanças importantes fora das pistas.
  • A saída de Jonathan Wheatley da Kick Sauber levanta questões sobre a direção do projeto Audi.
  • A Aston Martin enfrenta desafios técnicos e busca soluções externas com foco em Adrian Newey.
  • A Mercedes antecipa problemas com uma promoção estratégica, enquanto a Audi tenta manter seu crescimento dentro da competição.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A temporada 2026 da Fórmula 1 mal começou — mas, olhando de perto, eu tenho a sensação de que algumas das mudanças mais importantes do campeonato já aconteceram longe das câmeras.

E não é uma impressão isolada.


A corrida também começa aqui — longe da pista. Inteligência Artificial/Chat GPT

Nos bastidores do paddock, o que se vê — e, principalmente, o que se ouve — aponta para um cenário em transformação antes mesmo das disputas mais decisivas na pista.

A saída imediata de Jonathan Wheatley da Kick Sauber é um bom exemplo disso. Não foi tratada como uma simples troca de comando. A verdade é que “pegou muita gente de surpresa”.


Wheatley havia sido escolhido para liderar a transição da equipe para a nova fase como Audi, em uma estrutura dividida com Mattia Binotto. De um lado, a gestão esportiva. Do outro, o desenvolvimento técnico. Na prática, funcionava.

Havia sintonia, evolução e um início de temporada que indicava um caminho competitivo no pelotão intermediário. Por isso, a ruptura não parece apenas uma decisão operacional — ela muda a dinâmica de um projeto que ainda estava se consolidando. E, na Fórmula 1, timing é tudo.


Enquanto isso, em outra parte do grid, a Aston Martin F1 Team vive um momento que exige respostas rápidas.

O início de temporada abaixo do esperado já gerou ruído interno — e, mais do que isso, abriu espaço para movimentações nos bastidores.


O nome de Wheatley aparece nesse contexto. Não por acaso.

O proprietário da Aston Martin, Lawrence Stroll, divulgou sua própria declaração logo após a confirmação da saída de Wheatley da Audi: “Com as especulações atuais em torno do papel de Adrian Newey em nossa equipe, quero aproveitar esta oportunidade para esclarecer os fatos”, disse Stroll. “Gostaria de reafirmar que Adrian Newey é meu parceiro e um acionista importante. Ele é o Sócio Técnico Diretor da AMR, e nós temos uma verdadeira parceria construída sobre uma visão compartilhada de sucesso para a empresa.”

A estrutura atual gira muito em torno de Adrian Newey, e isso, na minha leitura, cria um equilíbrio delicado. Ter um dos maiores nomes da história da Fórmula 1 no comando técnico é uma vantagem evidente — mas concentrar decisões demais em um único eixo pode cobrar seu preço. E talvez a Aston Martin tenha chegado exatamente nesse ponto.

Trazer alguém para dividir responsabilidades não seria apenas uma escolha estratégica. Seria uma forma de reorganizar o projeto antes que a pressão do campeonato aumente.

Saída inesperada de Jonathan Wheatley mexe com um dos projetos mais ambiciosos do grid Divulgação perfil oficial F1/ @f1

Enquanto algumas equipes tentam se reorganizar em movimento, outras seguem um caminho mais previsível — e, talvez por isso, mais eficiente.

A Mercedes-AMG Petronas Formula One Team anunciou a promoção de Bradley Lord para atuar diretamente ao lado de Toto Wolff.

Aqui, não há ruptura. Há planejamento. “É um ajuste que já vinha sendo construído”, disse um integrante da equipe. “A ideia é ganhar eficiência antes que a pressão aumente.”

E esse ponto, para mim, diz muito sobre o momento atual da Fórmula 1. Não se trata apenas de quem reage melhor — mas de quem se antecipa.

De um lado, equipes tentando corrigir rota com o campeonato em andamento. Do outro, estruturas sendo fortalecidas antes que os problemas apareçam.

No meio disso tudo, o projeto da Audi segue seu caminho, agora com Binotto acumulando funções em uma fase decisiva de construção.

E aí fica a pergunta que começa a surgir neste início de temporada: quem está, de fato, no controle da própria narrativa?

Porque, mais do que nunca, a Fórmula 1 de 2026 parece ser definida por decisões que não aparecem na transmissão.

E, olhando para o que já aconteceu até aqui, eu arrisco dizer: o campeonato pode começar a ser decidido muito antes da bandeirada final.

Especial interativo • Fórmula 1

F1 2026: o que muda na nova era da categoria

O salto para 2026 não é apenas visual. A categoria redesenha carro, aerodinâmica, power unit, grid e calendário ao mesmo tempo.

Panorama rápido

Comparativo lado a lado para leitura imediata dentro da matéria.

Temporada 2025

Base final do regulamento anterior
Peso mínimo800 kg
Largura máxima2.000 mm
Entre-eixosaté 3.600 mm
AerodinâmicaAsas fixas + DRS
Unidade de potênciaHíbrida atual com MGU-H
Grid10 equipes

Temporada 2026

Nova geração técnica da Fórmula 1
Peso mínimo768 kg
Largura máxima1.900 mm
Entre-eixosaté 3.400 mm
AerodinâmicaActive Aero
Unidade de potênciaSem MGU-H; 350 kW no MGU-K
Grid11 equipes
Carros Mais compactos e mais leves para melhorar a eficiência e a disputa.
Energia Participação elétrica maior na unidade de potência.
Fabricantes Audi chega como equipe de fábrica e Cadillac entra como 11ª equipe.
Calendário 24 etapas, incluindo Madri e Interlagos entre os destaques do ano.

Carro mais curto, leve e reativo

A arquitetura muda para reduzir massa e ampliar a diferença entre modos de reta e curva.

Dimensões

Largura máxima1.900 mm
Entre-eixosaté 3.400 mm
Peso mínimo768 kg
Manual OverrideSubstitui lógica do DRS

Aerodinâmica Ativa

Unidade de Potência: rumo ao 50/50

Divisão equilibrada entre combustão e eletricidade, focada em simplificação e emissão zero.

Energia Elétrica (MGU-K)

Nova potência350 kW (~475 cv)

Salto de quase 300% na capacidade elétrica. O sistema regenerativo passa a fornecer metade da força total.

Combustão Inteligente

MotorV6 1.6L Turbo
Nova potência~400 kW (~540 cv)

O motor a combustão perde potência absoluta para compensar o ganho elétrico massivo.

Combustível Sustentável

Uso de combustíveis 100% sustentáveis derivados de fontes não alimentares ou captura de carbono da atmosfera.

Fim do MGU-H

A complexa unidade de recuperação de energia pelo escapamento foi removida para reduzir custos e atrair novos fabricantes.

Equipes e pilotos da temporada 2026

As 11 equipes e os 22 nomes confirmados para o grid da nova era.

Circuitos 2026

Clique em “Ver traçado oficial” para abrir o modal com os dados do autódromo.

Timeline da nova era

Resumo do que muda no caminho entre 2025 e 2026.

2025

Último campeonato completo sob o pacote técnico anterior, com carros maiores, DRS tradicional e configuração híbrida com MGU-H.

Pré-2026

Equipes, fornecedores e montadoras reorganizam projetos para a transição de chassis, aero ativa e nova lógica da unidade de potência.

2026

Chega a nova geração: carros menores e mais leves, Active Aero, maior protagonismo elétrico, Audi no grid e Cadillac ampliando o campeonato para 11 equipes.

Calendário

O campeonato mantém 24 etapas, com Madri entrando no calendário e cada circuito podendo ser explorado no modal com dados e traçado oficial

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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