A Fórmula 1 além das pistas: memória, história e experiência
Exposição em São Paulo conecta passado, presente e futuro da categoria
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Fórmula 1 sempre encontrou formas de sobreviver ao tempo. Pelas imagens. Pelos sons. Pelas estatísticas. Pelas gerações que aprenderam a assistir corridas quase como um ritual de domingo.
Mas existe algo que o automobilismo raramente consegue preservar por completo: a sensação de proximidade.
O cheiro da borracha. O desgaste de um macacão original. As marcas do tempo em um capacete histórico. O silêncio que existe antes de um carro acelerar.
Talvez seja justamente isso que o AutoMotor Experience tente recuperar. A exposição inaugurada por Reginaldo Leme, em São Paulo, não funciona apenas como uma coleção de peças raras da Fórmula 1. Funciona como uma tentativa de transformar memória em experiência física.
E isso muda a forma como o público se relaciona com o esporte.
Mais do que nostalgia
Existe uma tendência natural de tratar exposições sobre automobilismo apenas como espaços de nostalgia. Mas o AutoMotor Experience parece seguir outro caminho.
Os carros históricos, os macacões originais, os capacetes e os troféus não aparecem apenas como objetos antigos. Eles ajudam a construir uma linha invisível entre diferentes eras da Fórmula 1.
De um lado, a Alfa Romeo 159 de Juan Manuel Fangio. Do outro, carros ligados a pilotos que representam o futuro da categoria, como Gabriel Bortoleto, Franco Colapinto e Oscar Piastri.
O espaço conecta gerações porque a própria Fórmula 1 vive disso: continuidade.
A categoria muda regulamentos, tecnologia, motores, formatos e circuitos. Mas continua sendo movida pela mesma ideia central — a busca constante pelo limite.
Existe também algo simbólico na presença de Reginaldo Leme no centro dessa experiência.
Durante décadas, ele não apenas narrou a Fórmula 1 para o público brasileiro. Ele ajudou a traduzir o esporte. Explicou rivalidades, transformações técnicas, acidentes, mudanças políticas e gerações inteiras de pilotos.
Seu acervo pessoal acaba funcionando como um arquivo emocional da própria categoria: “A exposição é uma realização de vida. Poder contar as histórias vividas no livro da minha carreira e mostrar na exposição as peças que guardei nesses anos todos é revisitar um pouco de tudo que vivi dentro do automobilismo”, afirmou Reginaldo durante a inauguração.
Porque acompanhar a Fórmula 1 por mais de 50 anos significa assistir ao esporte mudar de identidade várias vezes:
- da era mecânica à digital;
- do risco absoluto ao controle calculado;
- da televisão tradicional ao entretenimento global;
- da imprevisibilidade romântica à Fórmula 1 guiada por dados.
E talvez o mais interessante seja perceber que o automobilismo nunca abandonou completamente nenhuma dessas versões de si mesmo. Elas continuam coexistindo.

Entre experiência e espetáculo
A Fórmula 1 moderna entende cada vez mais que o esporte não acontece apenas na pista. Miami, Las Vegas e Abu Dhabi já mostraram isso. Hoje, o automobilismo também depende de experiência, ativação, presença digital e conexão emocional com o público.
Nesse contexto, o AutoMotor Experience parece dialogar diretamente com essa nova lógica da categoria.
Simuladores, painéis interativos, experiências imersivas e conteúdos multimídia aproximam o visitante de uma Fórmula 1 que já não é apenas esportiva. É cultural.
“A ideia sempre foi criar algo que emocionasse tanto o fã histórico da Fórmula 1 quanto quem está descobrindo agora o universo do automobilismo”, explicou João Brene, curador da exposição e parceiro de Reginaldo no projeto.
E talvez esse seja o ponto mais relevante da exposição: ela não tenta apenas mostrar carros históricos. Tenta mostrar por que o automobilismo continua despertando fascínio mesmo em uma era dominada por excesso de informação e consumo instantâneo.
O automobilismo como memória viva
Existe algo muito particular na Fórmula 1: ela sempre parece dividir passado e futuro ao mesmo tempo.
Enquanto desenvolve carros cada vez mais tecnológicos, continua sobrevivendo de memória. De legados. De histórias que atravessam décadas.
A presença de peças originais, carros históricos e objetos guardados por Reginaldo Leme reforça justamente isso: o automobilismo não se sustenta apenas pela velocidade. Mas pela capacidade de transformar momentos em permanência.
E talvez seja essa a sensação que a exposição tenta provocar. A de que, em algum lugar entre o passado e o presente, a Fórmula 1 continua encontrando formas de permanecer viva.
Não apenas nas pistas. Mas também fora delas. Entre curvas.
Serviço
O AutoMotor Experience ficará em cartaz por 90 dias no Shopping Parque da Cidade, localizado na Avenida Nações Unidas, 14.440, com entrada também pela Avenida Chucri Zaidan. A visitação acontece diariamente, das 12h às 22h — aos domingos e feriados, até as 20h. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla.
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