7 pontos para ficar de olho antes do GP da China de Fórmula 1
A abertura da temporada mostrou equilíbrio no grid e Xangai pode trazer novas respostas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Confesso que uma das coisas que mais gosto no início de temporada da Fórmula 1 é justamente esse momento de incerteza. A primeira corrida entrega algumas rrespostas,mas, quase sempre, levanta ainda mais perguntas.
O GP da Austrália foi exatamente assim.
A etapa de abertura em Melbourne trouxe sinais interessantes sobre o equilíbrio de forças do grid, confirmou algumas expectativas e mostrou que ainda há muito a ser descoberto sobre os carros de 2026.
Agora, com o campeonato seguindo para o Circuito Internacional de Xangai, começa uma nova fase: entender se o que vimos na Austrália foi apenas o retrato de uma corrida ou um indicativo real da disputa pelo título.
Antes da próxima etapa da Fórmula 1, que começa na sexta-feira (13), em Xangai, separei alguns pontos que vale a pena acompanhar de perto no fim de semana de corrida.
Mercedes larga forte na temporada
Antes mesmo da primeira corrida, muita gente no paddock apontava a Mercedes como uma das favoritas ao campeonato. E, pelo menos na Austrália, essa previsão parece ter se confirmado.
A equipe conquistou uma dobradinha com George Russell à frente de Kimi Antonelli, um resultado que colocou imediatamente a escuderia alemã no centro da disputa.
Logo atrás, a Ferrari mostrou que também deve ser protagonista na temporada. Charles Leclerc e Lewis Hamilton terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, mantendo a equipe italiana muito próxima da liderança.
Para quem esperava um campeonato equilibrado — e eu confesso que estou nesse grupo — os sinais deixados pela primeira corrida foram bastante animadores.
Ferrari impressiona no chassi
Mesmo equipes que tiveram um fim de semana mais irregular demonstraram pontos fortes interessantes. McLaren e Red Bull, por exemplo, ainda parecem buscar o melhor acerto para seus carros neste início de campeonato.
Mas algumas avaliações feitas pelos próprios pilotos já começaram a revelar características importantes de cada projeto.
Lando Norris destacou justamente essa diferença de forças entre as equipes: “A unidade de potência da Mercedes parece muito forte neste momento, mas o chassi da Ferrari talvez seja o melhor do grid”, afirmou o piloto.
Esse tipo de leitura técnica dos próprios pilotos costuma ser um ótimo indicativo do que realmente está acontecendo nos bastidores da Fórmula 1.
Um desafio diferente em Xangai
A próxima etapa do campeonato será disputada no Circuito Internacional de Xangai e isso, por si só, já muda bastante o cenário.
Ao contrário de Albert Park, o circuito chinês possui longas zonas de frenagem e uma das maiores retas do calendário.
Isso significa que o gerenciamento de energia das unidades híbridas deve ter um papel ainda mais importante na corrida.
A curva 14, no final da longa reta oposta, costuma ser um dos principais pontos de ultrapassagem da pista. Já as curvas 1 e 2 formam um complexo bastante peculiar, em que os pilotos reduzem a velocidade gradualmente enquanto percorrem quase 270 graus de curva.
Em outras palavras: Xangai costuma testar características muito diferentes dos carros.
E isso pode mexer com a ordem que vimos na Austrália.
Piastri tenta virar a página
Se existe um piloto particularmente ansioso para voltar à pista, esse nome provavelmente é Oscar Piastri.
O australiano viveu um momento difícil em sua corrida em casa. Antes mesmo da largada em Melbourne, o piloto rodou e bateu no muro a caminho do grid — uma cena que deixou a torcida local em silêncio.
Mas a Fórmula 1 raramente espera muito tempo para oferecer uma nova chance. E isso pode ser positivo para Piastri.

No ano passado, ele também teve dificuldades em Melbourne, mas conseguiu se recuperar rapidamente ao vencer justamente a corrida na China.
Mais ultrapassagens no novo regulamento
Outra coisa que chamou atenção na primeira etapa da temporada foi o número de ultrapassagens.
Em Melbourne, foram registradas cerca de 120 manobras — um salto significativo em relação às 45 ultrapassagens da edição de 2025.
Parte desse aumento parece estar ligada às mudanças no gerenciamento de energia das unidades de potência, que têm criado disputas estratégicas interessantes entre os pilotos.
Em alguns momentos, a corrida chegou a lembrar um jogo de estratégia, com pilotos alternando momentos de ataque e defesa conforme a disponibilidade de energia.
Aston Martin tenta recuperar terreno
Quem chega à China tentando virar a página é a Aston Martin. A nova parceria com a Honda enfrentou dificuldades no início do fim de semana em Melbourne, principalmente relacionadas à confiabilidade da unidade de potência.
Isso obrigou a equipe a limitar a quilometragem nos treinos para preservar componentes. Mesmo assim, houve sinais positivos.
Fernando Alonso mostrou bom ritmo em seu primeiro stint na corrida, o que indica que o carro pode ter potencial à medida que os problemas técnicos forem sendo resolvidos.
Fim de semana com Sprint
Como se as equipes já não estivessem lidando com desafios suficientes neste início de temporada, a etapa chinesa ainda terá o primeiro formato Sprint do ano.
Isso significa menos tempo de treinos — apenas uma sessão antes da classificação do Sprint — e muito mais pressão para acertar o carro rapidamente.
Na prática, qualquer erro na sexta-feira pode comprometer todo o fim de semana. E isso costuma embaralhar ainda mais o grid.
Muito a descobrir
Se a Austrália serviu como um primeiro capítulo da temporada, a corrida na China deve começar a revelar com mais clareza o verdadeiro potencial das equipes.
Ainda estamos nas primeiras voltas do campeonato, mas uma coisa já parece certa: 2026 tem tudo para ser um ano bastante disputado na Fórmula 1.
E no Entre Curvas, seguimos acompanhando cada detalhe dessa temporada.
Fonte: Formula1.com
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