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Da expectativa da primeira fase ao mata-mata: a Copinha muda de tom

Times mais frágeis já não estão mais no caminho, os confrontos ficam maiores e o nível do torneio sobe

Prisma|Ilsinho, ex-jogador e comentarista da RECORD

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O início da Copa São Paulo de Futebol Júnior costuma carregar um peso que vai além do campo. É ansiedade, nervosismo, expectativa por gols, lances plásticos e, principalmente, pelo olhar atento da imprensa, dos torcedores e do mercado. Esse período inicial é marcado pelo individual, pelo desejo de aparecer, de ser notado rapidamente. Mas essa etapa já ficou para trás.

A partir do mata-mata, a Copinha muda de figura. É ali que, de fato, o campeonato começa. Os times mais frágeis já não estão mais no caminho, os confrontos ficam maiores, o nível sobe e o discurso muda. Sai o excesso de holofotes individuais, entra a exigência coletiva.


É nesse momento que o papel do treinador se torna ainda mais decisivo. Cabe a ele reorganizar o elenco, baixar a euforia, ajustar o foco e reforçar uma mensagem simples, mas fundamental: ninguém ganha a Copinha sozinho. A partir daqui, vence o time. Vence quem entende o jogo como grupo.

Palmeiras e Vitória se enfrentaram pela segunda fase da Copinha; equipe paulista levou a melhor ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 14.01.2026

Para os jogadores, a virada de chave é inevitável. O mata-mata traz jogos grandes, decisões rápidas e pouco tempo para comemorar ou lamentar. Uma boa atuação não garante nada no jogo seguinte. Um dia ruim não permite lamentações longas. O calendário aperta, a recuperação é curta e a preparação precisa ser imediata.


Ao mesmo tempo, crescem tanto a responsabilidade quanto a oportunidade. É nesta fase que muitos atletas passam a ser observados com mais atenção pelos departamentos profissionais. Se antes o destaque vinha pelo gol bonito ou pela jogada individual, agora ele aparece na leitura de jogo, na entrega, na competitividade e na capacidade de ajudar o time nos momentos decisivos.

A terceira fase da Copinha é, portanto, um divisor de águas. É quando o jovem deixa de ser promessa barulhenta e começa a se comportar como jogador de competição. É quando o talento precisa caminhar ao lado da maturidade.


O “chumbo grosso”, como se diz no futebol, começa agora. E é exatamente por isso que essa é a fase que todo jogador gosta de disputar: os grandes jogos, as decisões, o ambiente que separa quem aparece de quem permanece.

Na Copinha, a vitrine continua. Mas, a partir daqui, ela exige muito mais do que brilho. Exige caráter competitivo.

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