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Uma decepção chamada Flamengo. O campeão da Libertadores, reforçado, perdeu o rumo no início de 2026. Filipe Luís não sabe encaixar reforços milionários como Paquetá. Derrota contra o Lanús foi assustadora

“Precisamos melhor urgentemente”, desabafa o tenso Filipe Luís. Treinador está sendo cada vez mais cobrado pela imprensa carioca e pela direção. Flamengo de 2026 não é nem sombra do time dominante de 2025

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Paquetá foi, de novo, um dos piores em campo. Sem função definida contra o Lanús Rodrigo Valle/Reuters

Irreconhecível.

Assim foi o Flamengo ontem contra o Lanús, na Argentina.


Franco favorito, o campeão da Libertadores foi dominado pelo campeão da Sul-Americana.

Sem objetividade, criatividade, articulação ofensiva, a equipe de Filipe Luís merecia ter sido goleada.


Perdeu por 1 a 0.

O resultado foi muito injusto com os argentinos.


É perfeitamente reversível no Maracanã, na decisão da Recopa Sul-Americana.

Mas o que assusta é que o time jogou sem rumo, como foi na decisão da Supercopa do Brasil, onde também entrou como favorito, e caiu diante do Corinthians.


“Eles foram superiores, competiram melhor, era claro como queriam jogar, souberam jogar muito bem como queriam, que era incomodar com a bola.

“Na hora de jogar, conseguiram defender bem, não conseguimos circular a bola quase nunca, não tivemos profundidade. Vitória justa, agora temos que reverter isso na nossa casa”, disse Filipe Luís, procurando mostrar convicção.

Mas convicção era tudo o que faltou ao Flamengo, ontem à noite.

E há um personagem importante na derrota.

Paquetá.

Ele custou R$ 260 milhões, a maior contratação de todos os tempos do futebol brasileiro.

E Filipe Luís não consegue encaixá-lo no time.

Tentou como segundo volante, meia, durante a partida.

O resultado foi inócuo.

Improdutivo, inseguro, sem a menor ousadia.

Foi um burocrático ‘carimbador de bolas’.

Seu potencial é muito maior.

Mas ele não consegue encontrar espaço para articular as jogadas ofensivas. Sim, a marcação do Lanús foi forte, mas previsível. Com muita luta nas intermediárias.

O problema foi a postura tática do Flamengo, muito recuada. Acovardada com o elenco espetacular que possui.

Filipe Luís teve a infeliz ideia de deixar Pedro no banco.

Improvisou Arrascaeta e Carrascal na frente.

A bola não chegava.

Os laterais presos, Luiz Araújo e Cebolinha pelo meio, embolando o jogo, tirando o oxigênio de Paquetá.

Os argentinos sentiram a falta de ambição brasileira.

E marcaram pressão, sentiram que poderiam vencer.

Fizeram três gols, todos de Castilla, com todo espaço entre a mal montada zaga flamenguista. Por sorte, dois foram anulados por impedimento. Um, milimétrico.

Mas a cabeçada aos 31 minutos, depois de Léo Ortiz perder o tempo da bola, foi legal.

A desculpa foi bem concatenada por Filipe Luís..

“Com a bola não estivemos finos. O campo estava seco, fazia muito vento, os jogadores não se sentiram confortáveis. Foi mérito do adversário. Os movimentos de ataque não funcionaram porque ficamos sempre desconfortáveis com a bola no pé. E também tem o fato de faltar profundidade à nossa equipe, o que fez a nossa equipe perder mais a bola, porque estavam desconfortáveis, mesmo colocando um jogador a mais no meio, que foi o Carrascal, não conseguimos gerar essa superioridade.

“Os jogadores foram perdendo a confiança no decorrer da partida nos levou a sofrer. Agora é tentar ajustar e tentar entender o contexto do jogo. Nunca é fácil jogar na Argentina, nunca foi, mas o torcedor tem razão, a atuação foi abaixo.”

A sorte é que o Flamengo terá o fraquíssimo Madureira, no domingo, na semifinal do Carioca.

Será a chance de o time começar a se reestruturar, ganhar corpo, confiança.

Porque é impossível piorar.

O Flamengo ontem tomou 17 arremates. E só conseguiu oito, contra um adversário fraco.

Nas nove partidas do time titular em 2026, tomou oito gols.

E mostra falta de domínio, de definição.

Filipe Luís parece não saber encaixar as peças.

Principalmente Arrascaeta.

Também precisa definir o que fará com Pedro.

Está desperdiçando o principal artilheiro do Brasil.

Ter mais de R$ 2 bilhões de receitas é sensacional.

Só que saber encaixar os jogadores que compra é fundamental.

Filipe Luís tem de responder.

Onde Paquetá, o homem de R$ 260 milhões, vai jogar?

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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