Sofrido, Gabigol assume. ‘Voltei para o colo da mãe. Talvez precise mais do Santos do que o Santos de mim. Vim para ajudar o Neymar para ir à Copa’
Foram duas temporadas sofridas. Na reserva tanto no Flamengo como no Cruzeiro. Ele foi a maior decepção do futebol brasileiro de 2025. Volta ao Santos para buscar o reencontro do bom futebol. Assim quando fracassou na Europa
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

“Quando acontece algo ruim, você volta para o colo da sua mãe.
É praticamente como foi a minha volta."
As frases de Gabigol foram precisas.
Resumiram o seu retorno para a Vila Belmiro.
A sua primeira entrevista foi de um jogador que precisava mesmo, outra vez, do ‘colo da mãe Santos’.
Os sorrisos em profusão sumiram.
Ele demonstrou estar mais sofrido do que em 2018.
O Santos já havia ‘oferecido colo’ depois dele ter fracassado na Europa.
Nada de significativo fez na Inter de Milão ou no Benfica.
Voltou garantindo que iria provar o seu valor em um retorno à Europa.
Nunca aconteceu.
De prático, ele foi muito bem no Santos, clube que o lançou para o futebol. E, não quis renovar, preferiu jogar no Flamengo. Saiu xingado, sob o protesto de torcedores, dirigentes.
Mas memória não é artigo de primeira linha no esporte.
Depois de protagonizar a maior desilusão do futebol brasileiro, em 2025, sendo apresentado ao Cruzeiro, com 45 mil torcedores esperançosos, no Mineirão, ele saiu pela porta dos fundos. Sem despedida.
Com sua saída sendo exigência de Tite, que não queria conviver com ele na Toca da Raposa. Torcida e imprensa mineira também não o desejava mais em Belo Horizonte, pelo fraquíssimo futebol, que o colocou na reserva.
“Talvez eu precise mais do Santos, do que o Santos de mim. A gente está aqui para poder ajudar o Neymar a estar muito bem, dentro e fora de campo. Precisamos dele na Copa.
“A gente conversou quando ficou tudo certo. Realmente a gente está muito feliz de compartilhar o vestiário, o campo. Na Seleção foi muito rápido, e agora a gente vai poder viver perto. A gente está muito feliz de estar juntos de novo”, garantiu, para o bem da família Silva.

Gabigol é cunhado de Neymar.
Está morando com sua irmã Rafaella.
E colocou como uma de suas missões na Vila Belmiro ajudar o cunhado a disputar o Mundial dos Estados Unidos. Ele sabe que como Neymar fará 34 anos em fevereiro, esta será a última tentativa de ganhar uma Copa.
Os dois só jogaram juntos no Santos em 2013, no empate em 0 a 0 contra o Flamengo, no adeus do cunhado do Brasil, contratado pelo Barcelona.
Ganharam a primeira medalha olímpica brasileira.
E fizeram 11 gols na com a camisa verde e amarela, atuando um ao lado do outro. Neymar fez seis e Gabigol, cinco.
O presidente Marcelo Teixeira fez questão de garantir que o clube, que quase foi rebaixado, de novo, em 2025, servirá para levar Gabigol à Seleção.
Situação exagerada que até o jogador se mostrou constrangido quando teve de dar sua versão sobre o exagero de Teixeira.
“É claro que é um sonho estar na Seleção, sempre é um objetivo, mas creio eu que meu momento não condiz com isso, mas também não é impossível. Vim para cá tratando o Santos como a minha seleção.”
Ou seja, nem Gabigol admite estar sequer perto de ser um jogador convocável.
Ele sabe muito bem que a injustiça aconteceu na Copa do Mundo do Catar, quando Tite o deixou de fora. Ele havia sido o brasileiro a marcar mais gols entre 2018 e 2022.
O Santos investiu R$ 12 milhões na sua contratação. São R$ 1,25 milhão, metade do salário de R$ 2,5 milhões, acertado com o Cruzeiro.
Há uma cláusula no contrato que o blog já divulgou.
Se houver um clube interessado em comprar Gabigol, o Santos é obrigado a liberar. Ou igualar a proposta, caso queira ficar com ele. Não está fixado o valor de seus direitos após o final do empréstimo, em dezembro.
O pivô desta contratação não foi Marcelo Teixeira.
Nem Neymar.
Para dividir o mérito com Rafaella, só Alexandre Mattos.
Ele era o executivo do Cruzeiro, que convenceu o bilionário Pedro Lourenço a fazer um contrato de quatro anos. R$ 2,5 milhões por mês, mais bônus, premiações por títulos, artilharia.
O fracasso de Gabigol em Belo Horizonte atingiu em cheio Mattos, que foi demitido. E assumiu o Santos.
O atacante se sente em dívida com o executivo, com quem tem ótima relação.

Vivido, ele sabe muito bem que o Santos tem graves problemas financeiros. Deve mais de R$ 1 bilhão. Analisa possíveis compradores para assumir a SAF do clube, entre eles, seu sogro, Neymar pai.
E avisou, nada de utopia, promessas de títulos. Ao contrário do que fez no Cruzeiro, há um ano.
“É normal que tenham expectativa alta, até porque jogamos no Santos. Aqui tem de ter pressão, luta por títulos, mas temos de ser realistas, é um momento de reconstrução.
“Precisamos muito da torcida, da energia de todos, principalmente em casa. Não podemos perder pontos aqui, na Vila Belmiro. Não é o Neymar ou o Gabigol, é o time todo. Todos precisam ajudar, precisamos ter uma equipe forte em conjunto.”
Ele garantiu estar ‘pronto’ para estrear.
Fisicamente não tem problema algum.
Gabigol fará 30 anos em julho.
Tem plena noção do seu poder midiático.
E o exerceu na entrevista de apresentação.
“ A camisa do Santos sempre foi a camisa que eu usei na minha infância, para jogar bola na rua, na base do Santos também.
“Voltar agora para casa é um sentimento especial, chegar no CT, na Vila, na rua, no restaurante, e saber que todo mundo está torcendo por você, cumprimentando e feliz por você.
“Ter esse apoio de todos é muito importante neste momento. É uma realização, e eu estou muito feliz.”
É muito bom voltar para o colo da mãe...














