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Se Ancelotti for justo, Neymar não deverá ser convocado. No sonolento empate entre Santos e Corinthians, o camisa 10 foi improdutivo. Mas a pressão externa é grande

Todos os holofotes estavam voltados para Neymar, que voltava de lesão. Ele foi mal, improdutivo, omisso. Se os lados midiáticos e políticos não pesarem, não será chamado para os amistosos do Brasil. Nervoso, o camisa 10 santista cobrou a direção pelo gramado, no empate em 1 a 1 com o Corinthians. A convocação para os jogos contra Croácia e França será nesta segunda-feira

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Neymar teve atuação decepcionante. Se Ancelotti mantiver a palavra e só convocar atletas que estejam desempenhando bem, o camisa 10 não será convocado. Mas a pressão externa é enorme pela convocação Conteúdo/Estadão

Ele não deu dribles desconsertantes.

Não articulou as jogadas ofensivas.


Não conseguiu sequer levar perigo nas bolas paradas.

Foi privilegiado no esquema de Vojvoda.


Era o único que não tinha de marcar.

Tinha o apoio total dos apaixonados torcedores santistas.


Sua família estava no estádio.

Até Taffarel, preparador de goleiros de Ancelotti, estava.


Não só para prestar atenção em Hugo e Brazão.

Observou também o midiático camisa 10 santista.

Perdeu a bola a bola cinco vezes por tentar dribles, quando seus companheiros estavam livres.

Foi desarmado na bola.

Errou nove de 29 passes.

Sofreu só três faltas.

Arrematou três vezes, só uma vez acertou o gol.

Sem ritmo, sem fôlego, se cansou.

Estava 30 graus em Santos.

A partir dos 20 minutos do segundo tempo, andou.

A única coisa que fez de útil ao Santos foi tomar uma bolada na canela, em uma jogada infantil, inaceitávelo de Gabriel Paulista do Corinthians.

A bola sobrou para Gabigol marcar o gol do empate. E só.

Mas havia um sinistro culpado pelo fraco futebol de Neymar.

O gramado da Vila Belmiro, que não foi irrigado.

“A gente tinha tudo para fazer um jogo muito melhor. É algo que nós jogadores não temos controle, mas, sim, nossos diretores e nossa diretoria, que é o campo.

“Um dia de clássico não pode deixar quebrar a irrigação e deixar um jogo desse lento, ruim para nós. Eu falei com todos eles. A responsabilidade é deles, de cuidar do campo.”

O desabafo de Neymar tinha um motivo óbvio.

Ele sabe que não está bem tecnicamente.

Nem fisicamente, não suportou o ritmo de jogo.

Se fosse qualquer outro atleta seria substituído.

A partir dos 20 minutos do segundo tempo, ele nitidamente se poupou.

Nos 65 minutos anteriores, mostrou muita afobação e omissão. Não ‘chamou o jogo’, ou seja, não foi o homem de assumir a liderança técnica da partida.

Aos 34 anos, a explosão muscular não é a mesma.

Ainda mais para ele, que tem 44 lesões e cinco cirurgias na carreira.

E voltava de 15 dias para recuperar seus músculos, depois de duas partidas completas seguidas.

Ele sabe que está na pré lista dos convocados para os amistosos, como já aconteceu desde que Ancelotti assumiu.

Mas não significa que estará na lista.

Neymar ganhou uma chance maior, com a contusão de Rodrygo, que não atuará mais em 2026, perdendo a disputa da Copa.

A pressão política é tanta para a convocação do jogador do Santos que o presidente da CBF, Samir Xaud, teve de desmentir algumas vezes que houvesse pedido a convocação de Neymar a Ancelotti.

Se for pela pressão externa, o camisa 10 do Santos tem chance de ser chamado.

Se for por futebol...

Se for por justiça...

Se Ancelotti mantiver a palavra, de levar os que estiverem jogando melhor, quando convocar...

Neymar não estará nesta lista...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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