São Paulo revoltado com o pênalti claro de Gustavo Gómez. ‘As imagens falam’, decreta Crespo. Palmeiras, pela sétima vez seguida, na final. Contra o Novorizontino
O Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 1, gols de Maurício e Flaco López. Calleri descontou. Mas quando o placar estava 1 a 0 Palmeiras, houve pênalti claríssimo de Gustavo Gómez. Daiane Muniz não marcou. Thiago Duarte Peixoto, chefe do VAR, deveria tê-la avisado. O São Paulo foi extremamente prejudicado. Palmeiras tenta trocar seu gramado e jogar a primeira decisão no Allianz e não em Barueri

A Comissão de Arbitragem da FPF recomendou.
Em 2026, a intervenção do VAR teria de diminuir.
A ordem foi passada para todos os árbitros.
VAR só em ‘último caso’.
A decisão do árbitro de campo teria de ser muito mais respeitada do que em 2025.
Pois bem, a ordem chegou de maneira exagerada para alguns.
Como aconteceu ontem, em plena semifinal do Paulista.
Clássico importantíssimo entre Palmeiras e São Paulo.
Jogo em Barueri, quem vencesse decidiria o campeonato contra o Novorizontino.
O Palmeiras estava na frente, gol de Maurício, depois de primeiro tempo dominante do time de Abel Ferreira.
No segundo tempo, Crespo adiantou seu time e começou a criar chances.
E aos seis minutos e 19 segundos do segundo tempo, o lance crucial.
Lucas cruza para e Gustavo Gómez abre o braço esquerdo, aumenta o volume do seu corpo, e comete pênalti claríssimo.
Daine Muniz, árbitra que sofreu críticas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, não marcou a penalidade. Thiago Duarte Peixoto, chefe do VAR, deveria ter sido efetivo, interferido sim, para evitar enorme injustiça.
Daiane não foi ao VAR e estragou sua arbitragem. O Palmeiras acabou favorecido em uma partida decisiva para o Campeonato Paulista de 2026.
“Tudo igual, tudo igual”, protestava Crespo, se lembrando outubro de 2025, quando Allan derrubou Tapia, em outro pênalti evidente não marcado contra o Palmeiras.
“As imagens falam, as imagens falam”, disse o treinador, após a derrota, que eliminou o São Paulo do Paulista.
A direção do clube combinou que seria o executivo de futebol, Rui Costa, quem iria reclamar do erro inaceitável. Para que Crespo não fosse suspenso.
Daiane foi poupada.
A culpa caiu toda em Thiago Duarte Peixoto.
“Não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela pelo menos tivesse o privilégio de verificar cinco vezes, dez vezes, 70 vezes...
“Nas 70 vezes seria pênalti.”

Daiane não fez uma boa arbitragem.
Pelo contrário, se mostrou insegura, indecisa. Não se mostrou pronta para uma partida tão importante.
Do lado do Palmeiras, a alegria pela sétima final de Campeonato Paulista consecutiva.
Desde que chegou ao clube, em outubro de 2020, Abel Ferreira levou o time palmeirense a todas decisões do Paulista. Foram seis.
Perdeu duas. Venceu três.
“Fomos melhores nos 90 minutos”, disse Abel, na frase mais importante de sua coletiva.
Ele deu detalhes importantes do seu duelo tático com Crespo. Mas não falou do pênalti de Gustavo Gómez. Preferiu desviar o foco para o pênalti marcado de Marlon Freitas em Bobadilla, que acabou no gol de Calleri.
“O Luciano recuou e deu espaço para nós na saída e encontramos bem nossos volantes. Foi justa a forma como chegamos no 2 a 0. Tivemos uma transição bem feita que o Piquerez poderia ter passado para o Allan, são decisões dos jogadores.
“Na segunda parte entramos igual, o adversário entra no jogo a partir de um lance duvidoso.”

Abel reconheceu o crescimento do rival na segunda etapa.
“A partir do momento que faz de pênalti e acredita. Ficou mais dividido, mas não era nada que não estávamos à espera. É normal.
“Estávamos controlando bem nosso adversário. Tirando os arremates exteriores, não criaram quase nada. Equipes parelhas, com bons jogadores, lutam pelos mesmos objetivos. Hoje fomos melhores nos 90 minutos.”
O Palmeiras vem de três vices, em 2025.
No Paulista, que perdeu para o Corinthians.
Na Libertadores e Copa do Brasil, para o Flamengo.
A luta para começar o 2026 com um título é enorme.
E está envolvendo trabalhadores braçais.
Eles estão trabalhando de manhã, de tarde, até à noite para tentar terminar a colocação do novo gramado sintético no Allianz.
Tudo para tentar estar pronto na quarta-feira, às 20 horas, data para a primeira partida decisiva contra o Novorizontino.
O prazo é muito pequeno, mas há esperança por parte da direção, para maior arrecadação.
E de Abel Ferreira, por maior pressão da torcida.
A segunda será no domingo, em Novo Horizonte.
Vale lembrar que os dois times já se enfrentaram este ano.
Foi a pior derrota desde que Abel Ferreira chegou ao Palmeiras.
4 a 0 para o Novorizontino...












