“Salários em dia. Porradas em falta.” “Filipe Luís e suas metodologias.” Acabou a paz no Flamengo. Torcida e direção cobram técnico pelos vices. Por enquanto, ele está ‘prestigiado’
Torcedores protestam contra os jogadores, Filipe Luís e direção, após os fracassos nas finais da Supercopa do Brasil e da Recopa. Pressão é forte
Foi constrangedor.
Os jogadores e Filipe Luís só saíram do Ninho do Urubu depois que tiveram certeza que os torcedores organizados do Flamengo, já tinham ido embora.
O dia começou refletindo os inéditos fracassos do início de temporada rubro-negra.
“Se eu tiver que gastar R$ 1 bilhão para continuar ganhando a por** toda, eu posso gastar.”
Essa foi a promessa do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, em dezembro do ano passado.
Ele estava entusiasmado com o balanço de R$ 2 bilhões em receita do clube carioca, campeão da Libertadores e do Brasileiro de 2025.
E Bap gastou.
Não R$ 1 bilhão, mas R$ 341 milhões, até este último dia de fevereiro.
Comprou Paquetá, Vitão, Andrew e o bônus prometido ao Atlético de Madrid, caso o Flamengo vencesse o Brasileiro e a Libertadores.
Mas o dinheiro não trouxe felicidade até agora à Gavea.
As derrotas nas decisões dos títulos da Supercopa do Brasil e Recopa, para adversários com elencos muito mais limitados, Corinthians e Lanús, provocou a ira dos seus torcedores.
E trouxe à tona problemas de Filipe Luís.
O treinador que surgiu de forma devastadora, também tem dificuldades de relacionamento com o batalhão de jogadores caros que Bap conseguiu levar para a Gávea.
Ter de escolher um time entre, pelo menos 18 grandes jogadores, não tem sido fácil.
Pelo contrário. Muitos atletas importantes na reserva não têm motivo para felicidade.
E Filipe Luís tem optado por montar um time diferente para cada adversário.
Só que, sem tempo para treinar, o resultado tem sido pífio.
As surpresas para os setoristas que cobrem o Flamengo não têm valido a pena.
Equipes desentrosadas e sem a confiança, não trazem a dominância que o time tinha em 2025.
Só que efetivar 11 titulares fere egos.
Não só de jogadores.
Como não escalar Paquetá, que custou R$ 250 milhões, e está completamente desentrosado, fora do ritmo do restante do time?
Filipe Luís é um funcionário do Flamengo.
Outro grande exemplo foi ter garantido aos atletas principais que eles descansariam no início do Carioca. Mas diante do fracasso do elenco sub-21, que começou a competição, o treinador não pôde cumprir sua palavra. Por ordem expressa da direção, de colocar os titulares.
Filipe Luís tem agora a obrigação de ganhar o Carioca para amenizar a situação.
O adversário da semifinal é fraquíssimo, o Madureira. No primeiro jogo entre eles, a vitória do rubro-negro por 3 a 0.
Filipe Luís deverá fazer sete mudanças na equipe que perdeu para o Lanús, na decisão da Recopa.
Andrew; Emerson Royal, Danilo, Vitão e Alex Sandro; Evertton Araújo, De La Cruz e Paquetá; Carrascal, Pedro e Luiz Araújo foi a equipe que treinou e deverá jogar na segunda-feira.
Enquanto isso, Fluminense e Vasco jogam a outra semifinal. Seja qual for a vencedora, o Flamengo terá a obrigação de conquistar o título.
É a primeira crise vivida por Filipe Luís.
Ele se mostra perturbado, tenso.
E repassado aos jogadores.

Não serão apenas os torcedores mais rígidos com o técnico.
Os dirigentes também.
Querem resultados rápidos, efetivos.
Até pelo desgaste que foi a renovação de contrato.
A única saída para Filipe Luís voltar a ter paz é um só.
Voltar a fazer o Flamengo jogar como 2025.
Tenha os reforços que tiver.
Ele que encaixe o seu melhor time e siga em frente.
Por enquanto, Filipe Luís está ‘prestigiado’.
Ou seja, não será demitido.
Por enquanto...













